19 de maio de 2011

Ratinho

Estava zapeando entre os canais da TV no intervalo da novela e me deparei com o Ratinho elogiando o Alexandre Frota pela entrevista que ele havia dado à Gabi Gabriela na noite anterior. Repare no que ele falou:

- Parabéns por sua entrevista ontem, Frota. Foi muito boa.

- Obrigado, Ratinho.

- Se a pessoa é sincera, a entrevista é boa. Se não tem nhenhenhém, a entrevista fica perfeita. Pra quem é sincero, tudo fica mais fácil.

Aí ele continuou:

- As pessoas dizem "Ratinho, como você é tão bom negociador..." Bom negociador, nada! Eu apenas sou sincero, entendo do que falo, falo a verdade e não quero enganar ninguém.

Aí ele finaliza:

- Às vezes o cara tenta mentir e se lasca... Porque mentir dá muito mais trabalho. O cara mente, daí depois ele tem que mentir de novo, e de novo, e acaba se lascando.

O Ratinho (pois é, o Ratinho), numa fala de menos de 2 minutos, resumiu uma apostila inteira sobre negociação e ética.

7 de maio de 2011

Cinto no Armador

Voltava da escola no auge da minha 7ª série, com energia suficiente para chegar em casa, jogar o fardamento escolar no chão e ir para o campinho jogar bola.

Dribles, passes, gols... E, de repente, naquele dia o jogo foi interrompido pelo meu pai. Ele invadiu o campinho andando lentamente e concentrado no meu olhar. Ao aproximar-se, pegou na minha orelha com força e foi me puxando por ela até chegar em casa.

Todos os meus amigos ficaram paralisados e em silêncio observando aquela cena. A orelha não doía, quando eu pensava na vergonha que estava passando naquele momento.

Até que, em casa, meu pai me leva até o quarto e aponta para a roupa no chão:

- O que é isso? Perguntou meio ofegante.

- Eu junto, pai. Respondi.

- Eu quero saber por que é tão difícil colocar a roupa no cabide. Retrucou.

Eu já comecei a chorar, porque meu pai demorava meses para perder a paciência comigo, mas quando perdia... a pisa era certa e doía muito mais do que todas que minha mãe me dava, que eram diárias.

Percebi que nos seus olhos, não estava apenas a raiva por eu ter deixado uma roupa no chão. Neles estavam a soma de todas as decepções que ele já havia tido comigo (eu não era fácil), principalmente quando ele esperava de mim o melhor em todos os aspectos.

Ele começou a tirar o cinto da cintura e meu desespero só aumentava. Eis que em um momento divino, ele pega o cinto e o pendura em um armador de rede.

Chorando e ainda sem entender, tento olhar em seus olhos e perceber o que estava acontecendo. Será que ele ia usar as mãos mesmo? Será que ele ia pegar algo que me fizesse sentir mais dor? Aí, ele senta na cama, olha pra mim com um olhar sério e concentrado para dizer as palavras mais incríveis que tinha ouvido na minha vida, vindas da boca do meu pai:

- Escute aqui. Eu não gosto de lhe bater. Todas as vezes que lhe bati foi porque você mereceu, mas eu não queria lhe bater. Não queria que você fizesse por onde merecer. Mas você não aprende...

Ele continuou:

- Tá vendo aquele cinto ali? Eu não quero mais tirá-lo dali, você está me entendendo?

- Entendi, pai.

Ele saiu do quarto, eu juntei a roupa e a coloquei no cabide. Olhei para o cinto e jurei que ele ficaria pendurado ali por muito tempo. E ficou. Meu pai nunca mais me bateu depois daquele dia. A possibilidade de decepcionar o meu pai me deixava mais cauteloso do que qualquer ameaça.

Percebi que cada pisa que levei, teve sua interferência na minha vida e que todas foram merecidas. E já era hora de parar de merecer. Pai, você não tem ideia do quanto lhe agradeço a Deus por ter lhe escolhido pra me mostrar isso, e ter escolhido a época certa para que tudo isso acontecesse. Obrigado.

12 de fevereiro de 2011

Minha vó e a chuva

Na minha infância fui, muitas vezes, à beira de um rio que ficava a cerca de 5km da minha casa, com uma "roladeira" pegar água. Ao retornar, passar a água da roladeira para os potes que ficavam nos banheiros, na cozinha e no quintal.
Água não erá fácil. Hoje, a situação melhorou muito, mas ainda há muitas localidades que dependem muito das chuvas. Na verdade, todos nós dependemos muito da chuva, mas há pessoas que dependem mais que as outras por não morarem onde há sistema de abastecimento.


Ainda há quem vá pegar água na beira do rio com roladeiras, baldes, reservatórios... a luta é enorme.

No entanto, quando era eu o 'motorista' da roladeira, não fazia a menor ideia da importância que aquela água tinha. Graças a Deus, nunca passamos sede em casa, sempre havia um riozinho por perto. Mas não é assim pra todas as pessoas.

Não foi assim pra minha vó paterna.

Após um período grave de seca, houve um dia que choveu muito. As ruas estavam alagadas, com muita lama, cheias de poças, barro... era impossível sair de casa e não se sujar. Fui visitar meus avós nesse dia e, ao chegar, comentei alto que "chover era péssimo e só servia para deixar a gente sujo de lama".

Minha vó interrompeu o que estava fazendo e me chamou:

- Olhe aqui: na próxima vez que você disser isso, eu vou bater na sua boca. Você sabia que tinha muita gente implorando por essa chuva? Você já passou sede? Eu devia deixar você um dia inteiro sem beber água pra ver se você aguenta. E agora vem você reclamar de estar sujo com lama? Nunca mais diga isso.

Naquela hora eu não entendi muito bem, mas nunca mais esqueci disso. Nunca mais falei mal de chuva e nem de lama nenhuma. Com o tempo eu fui entendendo o porquê dessa bronca que minha vó me deu, com toda razão. Através do meu trabalho, conheço realidades semelhantes à minha e outras muito piores. Aprendi que uma laminha na calça não é nada, diante de alguém que está com sede, sem água em casa. Concluí inclusive que passar sede é pior do que passar fome.

Em toda chuva que dá e em cada obstáculo que ela parece me proporcionar, eu vejo você, vó, dando-me força e consciência. Saudade.

18 de dezembro de 2010

Rezar

Depois de aulas de negócios, matemática, serviços domésticos e dança, chegou a vez da Lumara nos ensinar a rezar. :)



Não sei, mas acho que Maria deve ter se derretido inteira com essa. (risos)

2 de novembro de 2010

24 de outubro de 2010

Minha vida!

Eu respeito o ser humano. A orientação sexual, em nada muda os meus conceitos sobre o caráter ou capacidade de qualquer pessoa. Graças a Deus, absorvi bem essa consciência, mesmo com o mundo inteiro tentando me acostumar ao contrário.

Mas não nego que ainda me surpreendo com algumas manifestações públicas de relacionamentos homossexuais.

Estava conversando com quatro sócias que desejavam obter um empréstimo e depois de todas as negociações, fechamos o negócio e informei que elas poderiam aderir a um seguro de vida, para resguardar a família e as demais sócias. Prontamente, aceitaram.

Aí comecei a perguntar quem, cada uma delas, gostaria de deixar como beneficiário do seguro de vida.

- Meu filho, Paulo Lopes Silva. Disse a primeira.

- Meu filho, Adilson Marques Sousa. Disse a segunda.

- Minha filha, Adriana Oliveira Soares. Disse a terceira.

- Cláudia Furtado dos Santos. Disse a quarta.

Então perguntei à quarta mulher:

- E o que a Cláudia Furtado é sua?

Após trocar olhares desconfiados com as sócias, com um sorriso contido na boca, ela se voltou pra mim e falou:

- Ela é minha vida.

Demorei alguns segundos pra entender que Cláudia era a companheira dela (não queira imaginar como ficou o meu olhar e a minha boca durante esses segundos). Uau! Foi o que pensei quando entendi. Eu jamais daria essa resposta se alguém perguntasse sobre meu parentesco com a minha esposa. E olha que a amo...

Que tal fazer esse teste com seus amigos heterossexuais e perguntar como eles veem suas parceiras? Se alguém der uma resposta tão amorosa, tão carinhosa e tão respeitosa, por favor me avise.

* Obviamente usei nomes fictícios, viu. :)

3 de outubro de 2010

A poderosa raquete

Uma das melhores aquisições que fiz nos últimos anos, foi uma raquete elétrica de matar mosquitos. Além do fato de eu conviver sem o terrível incômodo das picadas, essa raquete me dá uma sensação incrível de como se eu fosse um gladiador sanguinário, bravo, temido e invencível quando estou à caça deles. Com a raquete na mão, eu viro praticamente um Conan.

E o melhor: os mosquitos não morrem por causa de um choque não. Cara, eles explodem, se transformando em poeira cósmica! Não é demais? Acho que se para nós há o chocolate e o inferno, para os mosquitos há o sangue e a raquete elétrica.

Mas, a raquete elétrica é um produto que vem por contrabando da China. Você só encontra em lojas de coisas falsas. E quando chegam no Brasil, é feita uma "guaribada" nas embalagens para tornar o produto ainda mais atraente. Caso você se interesse, veja a foto da embalagem e o manual de uso.

Mosquito Swatters... nem o Grupo Tabajara colocaria um nome melhor.

A justificativa é que deve realmente ser muito difícil traduzir aqueles garranchos chineses.

2 de outubro de 2010

DEBATE ENTRE OS PRESIDENCIÁVEIS 2010

Pode ser a última chance de definir o seu voto consciente. A partir das 20h todos os candidatos à Presidência da República debaterão sobre vários temas, de maneira aberta e livre. Acompanhe, comente e envie suas perguntas!




26 de setembro de 2010

Felicidade

Definir felicidade é impossível. Ainda não se sabe se é um sentimento, um estado de espírito, uma forma de viver, uma meta, um lugar...

A certeza sobre a felicidade é apenas uma: nós não queremos ser ricos, ser pais, ser casados, ser populares, ser reconhecidos. O que queremos mesmo é ser felizes. Há pessoas que conseguem ser felizes com muito, outros com pouco, outros com tudo, outros com quase nada.

Entre os inúmeros sinais de se perceber alguém feliz, eu considero "rir de bobagem" como um dos mais evidentes. Você faz a batidíssima piada do pavê ou pacumê e alguém ri: essa pessoa é feliz, tem que ser.

Veja o apanhado de situações em que você poderá detectar se a pessoa é feliz, ou não:





























Quer ser feliz lendo muitas outras bobagens? Siga @AnonimoFamoso no Twitter. :)

6 de setembro de 2010

Ironia da Bunda

Você lê a frase abaixo:

“Os cegos são muito azarados, pois não podem ver a maravilhosa bunda das brasileiras.” Gerald Neuman

De cara, há várias possibilidades de se interpretar esta frase:

a) Que piada de mau gosto desse Gerald Neuman. Ele é um filho da mãe preconceituoso que não respeita os deficientes visuais!
b) Achei engraçado, mas não contarei isso a ninguém para não parecer preconceituoso.
c) É... realmente têm azar mesmo, hahahaha!

E por aí vai, até que você descobre que Gerald Neuman é cego.

Quem interpretou como na letra A, quebra a cara e se sente injusto com o Gerald e pode até passar a achar engraçado. Quem escolheu a letra B, se surpreende com o bom humor do autor e vai passar a contar pra todo mundo explicando que quem disse isso foi um cego. E quem escolheu a letra C, escolheu considerar a possibilidade de ironia, riu mais ainda e viveu feliz para sempre.

O que se pode concluir é que é impossível definir se uma pessoa está sendo irônica sem conhecer pelo menos um pouco da personalidade dela. A frase nua e crua, ou sem que eu saiba quem é o autor, me conduz às hipóteses acima: a) me estressar, b) ficar na minha e c) rir.

Ziraldo tentou facilitar as coisas criando o "ponto de ironia", mas a Academia Brasileira de Letras vetou a ideia, argumentando que com ele, ler perderia 80% da graça.

Não estou dizendo que ao ler uma frase aparentemente polêmica de um desconhecido, você deva escolher sempre a opção C, mas que pelo menos considere que as três são possíveis. E a minha dica é: comece sempre pela letra C, depois cogite a possibilidade de ser a letra B e só então, se valer realmente à pena, entenda como A.

O mal de algumas pessoas é justamente escolher a sua opção e ponto final... não permitindo a possibilidade das outras. E eu posso garantir que depois que passei a considerar todas as opções, nessa ordem, a minha “vida social na internet” ficou bem mais feliz.

Não perca tempo com estresse pelo que não pode ser definido com uma simples leitura seca. Em tempos de internet, sites de relacionamento, informações escritas a 300.000Km/s, saber dosar a interpretação dos textos é fundamental.

Bom, mas tudo isso foi apenas pra dizer que a bunda das brasileiras é maravilhosa mesmo.

19 de agosto de 2010

Eu vejo você!

A filha pede para ir brincar no parquinho e chama você pra ir junto.
Você não tem como ir porque está jantando e conversando com seus amigos.

- Vá, filha. Pode ir que daqui eu lhe vejo.

E a filha vai, com toda certeza de que está segura.

O que usamos no Brasil como "bom dia, boa tarde ou boa noite", os africanos usam "Sawu bona" que quer dizer "eu vejo você". Mais do que um cumprimento ou desejo, "sawu bona" demonstra cuidado, zelo, carinho, consideração e atenção.

Vou tentar incluir isso na minha rotina, porque quando desejo um "bom dia", o que há no meu coração é realmente um "sawu bona".

Sawu bona! :)

5 de agosto de 2010

Minha reforma ortográfica

Quando começaram a falar em reforma ortográfica, eu pensei que um dos meus sonhos de colégio se realizaria. Na 7ª série eu bolei uma mudança na Língua Portuguesa Nossa de Cada Dia que alterava uma série de coisas. Minha motivação maior, veio do fato de que eu morava no interior e percebia que muitas pessoas erravam a escrita das palavras, mas que no fundo aqueles erros tinham certa lógica.

Por exemplo, quando alguém escrevia “vosê”, eu entendia a linha de raciocínio da pessoa. Ora, o som de "vosê" ficava o mesmo e o “S” até me parecia mais adequado do que o “C” na palavra “você”. Mas regras são regras e tinham que ser seguidas.

Mas aí é que está: as regras da Língua Portuguesa têm muitas exceções. E como diria o filósofo Derek Reard*, se uma regra tem muitas exceções, a regra não foi bem elaborada e todos vão se achar no direito de criar novas exceções.

Veja algumas das mudanças que propus, lembrando que sempre priorizei a fonética:

  • O “C” antes de “e” e “i” teria som de “ke” e “ki”, como com as outras vogais. Portanto, “você” teria realmente que ser “vosê”.
  • Não existiria mais a letra “Q”, que por sinal fica inútil, se observada a regra acima. “Quem” ficaria “cem” e o “100” ficaria “sem”.
  • O “G” antes de “e” e “i” teria som de “gue” e “gui”, como com as outras vogais. Logo, “gueto” seria “geto”, e “gente” seria “jente".
  • Antes do “e” e “i”, o “J” faria as funções do “G” e o “S” faria as funções do “C”, sem problemas.
  • O “e” com som de “i”, seria “i” mesmo. Como em “Si vosê gostar di mim, eu digo ce lhi amo!”
  • O “Ch” seria abolido e tudo seria “X”.
  • K, Y e W ficariam para as outras línguas mesmo. Letras inúteis e desnecessárias.
  • O "S" só funcionaria nas palavras onde tivesse som de "sssssss" de abrir cerveja, como em "saco" ou "serpente". Para o "S" com som de "zzzzzz" de zumbido, seria usado o bom e velho "Z". E o "ss", morreria.
  • As mudanças fonéticas seriam apenas duas: Eliminar o "h" invisível das pronúncias do "T" e do "D", onde "morte" não seria pronunciada como "morthe", e o "-te" seria o mesmo de "Tereza".
E outras mais... Fica esquisito, né? Mas se tivesse começado assim, eu tenho certeza que o aprendizado das crianças seria mais rápido, o índice de analfabetismo seria bem menor que o de hoje, e mais pessoas teriam prazer em escrever, sem o receio de errar. Além disso, menos pessoas sentiriam raiva e prazer ao corrigir alguém, por erros aparentemente idiotas que, no fundo, fazem sentido.

*Eu invento nomes de filósofos pra dar aquele TCHAN nas minhas frases.

3 de agosto de 2010

Atirei o Pau no Gato

Atirei o pau no gato-to
Mas o gato-to
Não morreu-eu-eu
Dona Chica-ca
Admirou-se-se
Do berro, do berro, do berro que o gato deu:
Miau!

Se você nasceu até 1985 e conseguiu ler essa poesia infantil cantarolando uma das músicas mais conhecidas da minha infância, fico feliz por você. Eu tenho saudade dessa época. Saudade do tempo em que “Atirei o pau no gato” era apenas uma música inocente e divertida, que embalava rodas de crianças sem nenhuma maldade. Conversando com a diretora da escola da minha filha, ela me informou que essa música foi abolida de todas as escolas que ela conhece, porque incentiva maus tratos aos animais.

Até criaram outra versão:

Não atire o pau no gato-to
Porque isso-so
Não se faz-faz-faz
O bichinho-o
É nosso amigo-go
Não devemos maltratar os animais
Miau!

Esse é o tipo de caso que reforça o ditado “a maldade está nos olhos de quem vê” e onde o completo com um “e não na boca de quem canta”. Que eu me lembre, jamais senti vontade de atirar um pau num gato por causa dessa música. Na verdade, só vim entender que “do berrô, do berrô...” significava o berro do gato, depois de muito tempo.

A letra da nova versão é perfeita, correta e do bem. Mas... veja que ironia: garanto que quem compôs, não se lembra que para uma criança e até pra nós mesmos, o “não faça!” significa “faça escondido” e o “faça!” significa “vou ver se vale a pena antes de fazer”.

Antigamente não existiam traumas infantis, apologias ao mal com músicas de roda e de ninar, preconceito em qualquer frase, excesso de cuidado... Atualmente tudo é traumático, tudo é apologia ao mal, tudo induz ao erro, tudo é errado, todas as músicas influenciam mal, palmada é crime... Que tempo foi melhor? Algum adulto traumatizado condena os seus pais porque disseram que o homem do saco viria buscar se ele não tomasse banho? Será que a minha infância foi tão complicada e eu nem percebi?

Vou ensinar a minha filha a cantar “Atirei o pau no gato” da maneira que aprendi, e vou ensinar a não maltratar os animais, assim como também aprendi.

28 de julho de 2010

Descobertas arqueológicas no interior do Ceará

Em uma de minhas viagens, encontrei traços da antiguidade que podem revelar, talvez, os maiores segredos da história da humanidade. Veja o vídeo e me ajude a decifrar os códigos de nossos antepassados.