6 de novembro de 2009

Um tocar diferente

Fui com uma colega visitar alguns de nossos clientes. Em uma das visitas, um aprendizado incrível: o filho da cliente tem 8 anos e tem duas próteses de vidro no lugar dos olhos.

Enquanto minha colega conversava com a mãe do menino sobre negócios, eu não parava de me admirar com aquela criança elétrica que brincava e andava pela casa como se tivesse uma visão normal, desviando de tudo, voltando a cabeça para quem falava...

Mas o que me impressionou mesmo foi sua sensibilidade. Ao perceber que eu estava lá, ele foi até mim. Com os bracinhos esticados e mãos sedentas por informação, por sentimento, ele tocou minha bolsa, depois meu braço e depois meu rosto.

- Você é o marido daquela menina que tá falando com minha mãe? Disse ele.

- Não, eu sou muito feio pra ela. Respondi rindo.

Ele riu e continuamos conversando. Enquanto conversávamos ele não parava de tocar em mim, na minha bolsa, querendo saber o que tinha dentro. Sua mão era tão macia, tão viva que eu a sentia como se estivesse me sugando informações, e de fato era isso que estava acontecendo. O mais interessante é que era um toque de carinho, de respeito, de “quero saber como você é, porque isso é importante pra mim”.

Mal sabia ele que estava sendo muito importante pra mim também. Aquilo me fez refletir muito sobre a atenção que devemos dar às pessoas, suas informações e do quanto é valioso receber atenção. Fez-me entender ainda mais que o olho é apenas uma das infinitas maneiras de se perceber alguém.

31 de outubro de 2009

Casamento

Essas fotos são de 2006. Na época eu morava em uma cidade e minha esposa em outra. A princípio isso parece ruim, mas considero uma fase fundamental de nossas vidas. Às vezes é importante estar longe para entender a importância de estar perto.

Já as coloquei no orkut e tirei. Elas mostram como era a nossa "rotina". Algumas pessoas pediram pra postar no blog e resolvi colocá-las agora.




É sábado e eu fico bem quietinho só esperando ela chegar.


Ela chega faminta e fica ali, do meu lado, para que eu faça sua comidinha.


Depois ela vai ler. Tão intelectual essa minha esposa!


Eu lavo toda a roupinha dela.


Passar roupa eu não gosto. Mas tudo por ela.


Ela me orienta em todas as ocasiões.


Querendo apressar o serviço pra ficar junto dela, cometo alguns deslizes...


Aí ela me chama atenção e me corrige me fazendo um homem melhor.


E depois dessa canseira toda, ela merece um descanso todo especial.

15 de outubro de 2009

Vai!

Fui passar um fim de semana na casa de uma tia, que mora numa localidade rural a 40 quilômetros daqui de casa. São 20km de asfalto e 20km de estrada carroçal, de várzea, com muita areia, pedras e até um rio no meio do caminho.

E toda estrada carroçal é cheia de desvios e entradas, então, torna-se praticamente uma obrigação ter que parar para perguntar a quem aparecer no caminho. O problema é que fomos em horário de almoço e não aparecia ninguém para nos dar informação. Aí fiz o vídeo abaixo pensando em postar pra você.

No entanto, o engraçado do vídeo é mais uma vez a minha filha. Sempre que pegamos a câmera digital e apontamos pra ela, dizemos "Vai!" para que ela faça uma pose. Ela aprendeu isso e agora ela é quem fica falando "Vai!" e fazendo pose. Também funciona com celular.


6 de outubro de 2009

Quebranto

Quebranto é uma espécie de mau olhado que afeta a felicidade de alguém. Trata-se de uma prática parecida com aquele negócio de "trabalho espiritual" sobre uma pessoa. E dizem que quebranto em gente feia, mata.

Minha mãe sabia disso e executou uma das coisas que me provam ainda mais o amor que ela tinha por mim.

Certo dia, uma conhecida macumbeira de nossa cidadezinha nos faria uma visita. Ela então ficou com muito medo de que a maluca pudesse me colocar um quebranto. O que falavam sobre a macumbeira é que ela bastava ela olhar para a pessoa e o "encosto" se instalava. E como minha mãe mesma dizia, eu fui um bebê muito feio. Tão feio que aprendi a andar com poucos dias de nascido, pois ninguém queria me pegar no colo. Se o quebranto vem em mim, Zé Fini.

Então, no dia da visita ela preparou um espaço especial no guarda-roupa para me esconder por lá quando ela chegasse. E ela fez isso.

Quem disse que para amar, precisa achar bonito? Obrigado, mãe.

Abaixo uma foto de quando eu era bebê.

E não me venha com negócio de "coisa fofa" porque eu sei que é mentira. hahaha

17 de setembro de 2009

A culpa é da mulher

No final, todo homem quer conquistar a admiração dos outros. Principalmente das mulheres. Nesse caso não estão inclusas as mulheres com as quais o homem jamais poderia constituir uma família, como por exemplo a mãe, a avó ou uma filha. Quando toma qualquer atitude ou escolhe aquela roupa diferente, ou ainda, faz aquela tatuagem... no fim, o interesse é sempre o mesmo: “Quero ser admirado. Principalmente pelas mulheres."

E quando falo em “qualquer atitude” é qualquer atitude mesmo. Até o mover de um palito de dentes à boca, é motivado por esse interesse. Agora você, homem, deve estar se perguntando: “Ué, mas estou aqui na frente do computador lendo um blog... em que meu interesse pela admiração de mulheres tem a ver com isso?”

Não é difícil de entender. Se um homem fizer um exercício do tipo “perguntas sem fim”, como por exemplo:

Por que estou lendo esse blog?
Resposta: Porque não tenho outra coisa pra fazer.

Por que não tem outra coisa pra fazer?
R – Porque estou no meu horário de descanso.

Por que está no horário de descanso?
R – Porque trabalho o dia inteiro e mereço.

Por que trabalha o dia inteiro e merece?
(enfim...)

A resposta final de um ciclo aparentemente interminável de perguntas só terminará quando ele disser: “Porque quero ser admirado. Principalmente pelas mulheres que admiro.” E se você continuar o exercício se perguntando por que quer ser admirado, vai responder com “porque sou homem e minha natureza é assim.” E aí finaliza. Para um homem, ser admirado por uma mulher que ele próprio admira, é o atestado de que suas atitudes estão levando-o ao rumo certo de sua vida.

Essa mulher diz: “Ah, como é lindo o homem com barriga de tanquinho.” E o homem irá para academia, fará flexões ou tomará anabolizantes para ficar forte e com o tal do tanquinho. Ela valoriza quem tem dinheiro, e o homem busca fazer o máximo de fortuna possível, independentemente da forma, alguns com honestidade, outros não. Ela valoriza quem é decidido, e o homem vai lá e toma decisões com toda firmeza, alguns sem nem pensar direito nas consequências.

Certa vez questionei um amigo que passou a fumar maconha e perguntei por que ele havia entrado nisso. Ele respondeu: “Porque mulher gosta é de maconheiro.” Não é que todas as mulheres do mundo gostem de maconheiros, mas as que eram alvo do desejo por admiração do meu amigo, ou seja, as mulheres que ele admirava, gostavam. E de repente ele mudou por isso. Da mesma forma como muitos amigos que passaram a ir para festas, começaram a beber e até a frequentar igrejas. “As mulheres gostam” é o motivo final, e a penúltima resposta antes de sua própria natureza.

Quando eu tinha por volta de 6 ou 7 anos, admirava muito uma vizinha que tinha seus 17 ou 18 anos. Achava ela muito bonita. Ficava vermelho quando a via. Minha mãe contava que um dia me mandou calçar o chinelo e eu não fui. Essa vizinha pediu que eu fosse e imediatamente fui. Voltei exibindo meu chinelo quando ela disse que "não gostava de menino com cabelo assanhado." Fiquei com vergonha, saí de fininho e cinco minutos depois, lá estava eu com o cabelo penteado. E ela ficou brincando comigo. Cada vez que eu ia e voltava, ela dizia que estava faltando algo e eu ia, ajeitava e voltava novamente, só pra ser admirado por ela.

Conheço homens que passaram a infância e a adolescência como nerds, CDF's, bons alunos, boas pessoas, educados, mas... como as mulheres que eles admiravam não curtiam isso eles, puf, mudaram. Assim como conheci um cara que era um perfeito vagabundo, mas que se transformou após perceber que a mulher que ele admirava, não daria chances a quem não gostasse de trabalhar, transformando-se num batalhador e trabalhador de mão cheia.

Com isso, as mulheres podem ter uma certeza: elas são responsáveis pelo destino dos homens que as admiram. E o comportamento do homem, nada mais é do que o reflexo do que as mulheres que ele admira, esperam dele. Ou seja, se hoje sou como sou, é culpa da minha esposa. Se você, homem, é como é, é culpa das mulheres que você admira.

Já estive lá! [Varshana]

5 de setembro de 2009

Leopardo

Música nos remete a lembranças e fatos que aconteceram enquanto a ouvíamos. Se algum fato marcante lhe ocorreu e naquele exato momento tocava uma música, nem que se passem 30 anos, você lembrará o fato assim que a ouvi-la novamente.


Assim também é o perfume. O cheiro, assim como a música, marca acontecimentos ou períodos no tempo. E no meu caso mais ainda, pois nunca usei o mesmo perfume por 3 vezes seguidas. Sempre mudava. Então, quando sinto o cheiro de um dos meus perfumes do passado, sempre lembro a época em que o usava. Impossível sentir o cheiro do número 65 do Contém 1g e não lembrar o dia em que perdi minha mãe ou ainda sentir o fortíssimo Free do Boticário e não recordar da primeira namorada.


Ontem senti um cheiro, que me fez lembrar algo que definitivamente ficou marcado. Trata-se da fragrância de uma colônia chamada Leopardo, que foi o primeiro perfume não tão barato que comprei.


Leopardo foi indicação de um colega de estágio, que contou que usava e as meninas gostavam muito por ser doce e agradável. Não contei pipoca e no caminho de casa, passei na loja onde tinha todos os perfumes que se possa imaginar. A Loja do Careca. E o Careca foi outro que disse que o perfume era uma maravilha, que era muito comprado e que as mulheres adoravam. Não pedi nem que tirasse da caixa e já levei.


À noite, antes de ir para o colégio, abusei. Passei Leopardo até onde você, que só pensa maldade, está pensando. E a primeira reação foi memorável:

- Que diabo de cheiro é esse, menino? Perguntou uma colega.

Aquilo me matou, mas eu ainda tinha esperança de que só ela não havia gostado.

- Ave, que perfume podre! Vai trocar isso! Disse outra.

Aí foi o fim. Admito ser chamado de feio, de bocó, de burro, de imbecil, de idiota, mas de fedorento não.

- Valha, como tu tá fedorento! Disse a terceira e última que me viu naquela noite.


Antes de a aula começar, voltei pra casa correndo, pra tentar chegar a tempo. Tomei um banho, tirei aquela coisa de mim, e nunca mais usei Leopardo... no corpo.


Eu jogava futebol, era goleiro titular do colégio e jogava praticamente todos os dias. Dias antes de comprar Leopardo, eu havia comprado um par de luvas especiais, com boa fixação, lindo design e com uma textura perfeita pra agarrar melhor a bola. Eu não costumava lavá-las e, por concentrar um volume considerável de suor, ficavam com cheirinho ruim. Então tive uma idéia genial: passar Leopardo nelas.


E derramei o vidro inteiro nas luvas. Não era possível que o cheiro de Leopardo fosse pior do que o do suor.


Mas era.


E aquele cheiro me acompanhou por toda minha adolescência durante os jogos. E o pior: impregnou de um jeito que por mais que eu lavasse as luvas, o cheiro não saía. E não saiu até hoje.


Ontem estava arrumando uns trecos aqui em casa e achei as coitadas e quando peguei que senti, lembrei de tudo. Leopardo, mais marcante impossível.

23 de agosto de 2009

DENÚNCIA - Trabalho Infantil

Gostaria de contar com o apoio de vocês para denunciarmos a minha esposa (agora EX-esposa) porque descobri que enquanto estou fora de casa, ela fica colocando nossa filhinha de um ano e meio para fazer trabalho escravo em casa, e de quebra ainda fica filmando.

Denuncie já!



;)

21 de agosto de 2009

Autógrafo

Nada melhor para alguém do que a sensação de ser querido, de ser amado. Ser amado por um amigo ou por um parente é normal, mas ser amado por alguém que lhe viu apenas uma vez ou através de televisão, não tem preço. É o sinal mais forte de que a sua “luz interi
or” está brilhando e emanando boas energias. Isto acontece muito com os famosos. Atores, cantores, escritores, esportistas... gente bem sucedida que simplesmente aparece à nossa frente e nos deixa mais felizes.

E dar um autógrafo então, eleva o ego. Pelo menos foi o que aconteceu comigo quando dei meu primeiro e único autógrafo da vida. Claro que os autógrafos que deixo nos bancos, nas financeiras, no crediário das lojas e nos cupons do cartão de crédito não contam. Autógrafo, no sentido de “elevar o ego”, só aquele em que a condição é algo de bom que foi feito e onde o objetivo é deixar uma lembrança para quem sua luz brilhou.

Foi num torneio de futebol de salão em uma cidade vizinha. Meu time era de veteranos, mas o goleiro podia ser jovem, no caso, eu. O torneio consistia em três partidas e o campeão teria que vencer todas. A quadra (ou ginásio) estava lotada, pessoas assistiam de pé se amontoando. Como meu time era o da maior cidade entre as que disputavam, havia uma pressão e certa antipatia contra a gente, como se nos achássemos os melhores e tal.

E logo na entrada para o primeiro jogo, onde tivemos que passar pelo meio do amontoado das pessoas, já senti que seria uma noite diferente. O jogo era contra o time da casa e “viado”, “fidiquenga”, “maconheiro” e “corno” foram os nomes mais suaves que ouvimos enquanto caminhávamos.

Bom, vencemos os dois primeiros jogos com certa facilidade e a raiva da torcida local só aumentava. Não importava contra quem e de que forma, mas eles queriam que perdêssemos.

Então aconteceu a final e, se nos dois últimos jogos a minha estrela havia brilhado, agora eu era o sol. Nem eu sei como é que consegui defender tanto chute. É como se eu fosse uma marionete com alguém muito poderoso lá me controlando. Com o cansaço do nosso time e a insistência do adversário, a torcida começou a pender e torcer pelas defesas que eu fazia. A cada defesa uma vibração enorme. Em uma das defesas, espalmei a bola e ela foi rolando, devagarinho, na direção do gol e um zagueiro recuperou colocando-a pra fora. Houve delírio mesmo.

E para coroar, a partida findou em 0 x 0 indo para os pênaltis, e então defendi a bola final consagrando a vitória do meu time. Houve uma invasão na quadra e todos vieram pra cima de mim, queriam me cumprimentar, me abraçar, uns chegavam perguntando “como é que você faz isso”... Olha, sensação incrível.

E eis que surgem os dois momentos mais marcantes. No primeiro, um cara com um gravador de fita cassete pedindo que eu fizesse uma entrevista para passar no seu programa de esportes da rádio no dia seguinte. Era a minha primeira entrevista. E no segundo, uma menina chega com seu caderno escolar pedindo um autógrafo. Na hora me veio muitas coisas na cabeça mas escrevi apenas meu nome e agradeci. Ela não quis mais nada, virou e saiu feliz. Como esquecer aquilo?

Depois disso, fiquei treinando por dias meu autógrafo. Queria ser um pouco mais criativo, sei lá, colocar “com carinho” ou “felicidades” para o próximo que pedisse. Mas o fato é que nunca mais tive uma atuação tão brilhante quanto naquele dia e jamais dei um segundo autógrafo.

11 de julho de 2009

Nas mãos de Deus

Perdi meu final de semana, perdi meu celular com todos os meus contatos, terei um prejuízo de quase três mil reais com meu carro e estou emocionado de tanta felicidade e alegria agora. Sabe por quê?

Porque definitivamente descobri que Deus me protege e, ainda por cima, protege minha família que tanto amo.

Na manhã deste sábado programei uma viagem às serras com minha esposa e filhinha de um ano e meio. As serras daqui são maravilhosas, floridas, tranquilas e com um friozinho de 10 a 15 graus. A região é conhecida como a "Suiça brasileira". Um ótimo lugar para repousar. Apesar de ser toda em asfalto, a estrada pra lá é bem fina. De um lado tem um abismo e do outro grandes valas para escoamento de água.

Pois bem. Deu 16h30 e nos ajeitamos para sair. Ao dar a partida no carro, descobri que a bateria estava descarregada. "Não vai dar pra gente ir", falei pra minha esposa e ela respondeu com certa tristeza "Tudo bem, amor." Então para compensar a frustração fomos dar uma volta de moto.

No retorno, nosso vizinho que vive de transportar em carros de aluguel estava na calçada da casa dele e decidi perguntá-lo se tinha como ele fazer uma chupeta no meu carro, ou seja, transferir a energia da bateria do carro dele para o meu. Ele disse que tinha, mas teríamos que ir pegar o equipamento na casa de um amigo dele. Peguei a moto fui lá com ele.

Ao retornar, empurrei meu carro para fora até a entrada do portão onde o carro dele estava para fazermos a ligação entre as baterias. Quando ele pediu que eu funcionasse meu carro, tive dificuldade para abrir a porta pois estava muito encostada da parede. O meu celular estava incomodando uma das minhas mãos e o coloquei em cima do carro para que eu entrasse com mais facilidade. O carro funcionou.

Agradeci pela prestatividade do vizinho e, feliz, chamei minha esposa para fazermos nosso passeio. Ela veio correndo, fechei as portas de casa, entramos no carro e iniciamos a viagem por volta de 19h30.

Três quilômetros depois, na saída da cidade e próximo a um posto de gasolina lembrei que havia deixado o celular em cima do carro e parei só pra confirmar que o havia perdido. Então, decidi fazer a volta e retornar lentamente tentando localizar o celular no chão.

Eis que, com 20km/h, perco o controle da direção e o carro escorre arrastando no asfalto para o lado contrário da pista. A suspensão do carro havia literalmente quebrado.

Fiz os procedimentos iniciais de segurança e fui atrás de ajuda no posto de gasolina. O carro não podia sair do local porque as rodas da frente estavam travadas. Uma pessoa do posto ligou para um amigo que tem uma oficina perto, que veio de pronto para ajudar. Outra pessoa se ofereceu para ir deixar minha esposa e filha em casa enquanto resolvíamos o problema na estrada.

Tivemos que usar um macaco e a ajuda de quatro homens que estavam no restaurante do posto para empurrar o carro até lá para que amanhã possamos ver o que fazer.

Tudo aconteceu para que eu não fosse para a serra com o carro naquela situação, pois inevitavelmente cairia em um abismo. E também para que eu não estivesse em alta velocidade pois, segundo o mecânico, 40km/h numa curva seriam suficientes para fazer o carro sair da pista ir para a ribanceira.

Com minha esposa e minha filhinha...

Não acredito que tenha sido por acaso que a bateria, que comprei a menos de quatro meses, tenha descarregado ou que eu tenha esquecido meu celular em cima do carro. Tem que ter sido Deus.

Tenho palavras pra contar pra vocês, mas não tenho palavras pra agradecer a esse Deus superior que me protegeu hoje e em muitas outras oportunidades. Estou aqui no computador e minha esposa está com minha filha vendo TV e brincando. Isso é maravilhoso! Vou já pra lá.

25 de maio de 2009

Video-cassete e Bruce Lee

Boa parte da minha infância foi no escuro. Ainda lembro o dia em que foram colocar os postes para a rede de energia na minha rua. Com a chegada da eletricidade, a vida mudou completamente e surgiram alguns novos hábitos.

Televisão... nem vou me alongar na revolução que essa máquina gerou quando a vimos funcionar. Confesso que, por várias vezes, coloquei minha mão por trás imaginando vê-la na tela, ou ainda, procurei através dos furos de ventilação, a fim de ver se havia alguém dentro dela, até assistir no Castelo Rá-ti-bum como ela funcionava de verdade.

Mas o que quero contar aqui foi o que aconteceu quando meu pai comprou o primeiro vídeo-cassete do bairro. Nos finais de semana, minha sala estava sempre lotada de amigos para vermos as fitas que ele alugava numa cidade vizinha a 15 km.

Os comentários do tipo:

“Nossa, que fita grande.” (Comparávamos com a fita cassete de músicas)
“Caramba, não passa propaganda!”
“A gente pode voltar e ver de novo!”
“Aperta o ‘pause’ bem na hora da voadora!”
 
Sim, a hora da voadora era sempre a mais esperada, porque não tinha graça nenhuma ter um vídeo-cassete e não assistir aos filmes do fantástico Bruce Lee. Esse era, definitivamente, o nosso maior ídolo da telinha naquele tempo. E não víamos só uma vez, repetíamos até dar sono. Todas as crianças queriam ser o Bruce Lee, ter sua agilidade, inteligência, calma, paciência e inclusive aquele grito todo especial.

10 de maio de 2009

Turma Inesquecível

Em toda a minha vida estudantil, sempre tive a sorte de estar entre turmas bacanas, ousadas, comprometidas e divertidas. Mas há uma turminha que continua na minha memória como se fosse ano passado. É a turma de 1995, a da 8ª série, onde as coisas mais doidas e marcantes aconteceram e que hoje, percebo sua parcela de contribuição para a pessoa que sou hoje.

A primeira ida à secretaria, a primeira medalha, o primeiro reconhecimento em público, a primeira namorada, os amigos inseparáveis, a primeira briga, a primeira viagem com a turma... São tantas histórias! Algumas, até já contei por aqui.

Cada um tinha seu apelido e era proibido chamar-nos pelo nome. Havia até uma cartolina na parede com todos os apelidos pra ninguém alegar que deu branco. Tinha o Pinto Pelado, o Coureiro, a Maria Cueca, a Calcinha de Boneca (com versão em espanhol El Calcita de Boneca), o “C” (contração de só quer ser viado), o Chorão, o Pezão, a Vaca, o Frango, a Fodaidors (e não me pergunte o porquê, por favor), o Patilha e o maior apelido da história dos apelidos: Sopaneladaossadazedamargossaurodontopodre. O meu apelido? Não digo. Mas justifico: eu juro que não tinha um domingo que eu não tomasse banho.

Criamos também a primeira banda da escola. Não tínhamos instrumentos musicais, mas tínhamos dedos, peito, canetas e as cadeiras pra fazer um som legal. O repertório variava entre paródias esculhambadas e músicas de igreja. Haha

Esse post é uma pequena homenagem a cada um que fez parte dessa infância maravilhosa que tive. Obrigado e saibam que cada um está aqui no meu coração.

P.s.: Se alguém tiver fotos dessa época, por favor envie para que eu possa ilustrar aqui, tá? :)

UPDATE: A foto:

7 de maio de 2009

A Boneca 'da' Barbie

Minha esposa fez um vídeo e eu coloquei umas legendas pra ilustrar uma conversa que tive com a Lumara (um aninho e dois meses) por telefone, onde ela me impôs a compra de uma boneca 'da' Barbie. Assista e divida com os amigos, você vai gostar. :)

3 de maio de 2009

Bebida

Desde pequeno convivo com pessoas que adoram beber. Acredito que tenho algo que as atrai pra perto de mim.

No meu time de futebol, entre 30 garotos que viajavam para jogar em outras cidades, eu era o único que não ingeria uma só gota de álcool. Nem por isso eu deixava de me enturmar e estava sempre no meio da roda, rindo das macacadas de quem bebe e fazendo as minhas. É, não preciso beber pra fazer macacada. Aliás, confronto de igual pra igual com o Canabrava em imitação de bêbado. Os amigos mais próximos, que sabem que eu não bebo, chegam a ficar cheio de dúvidas se bebi ou não. :)

Eu tive muitas chances de ser influenciado e começar a beber também. As consequências que a bebida proporciona já me assustavam, mas mesmo assim, certo dia fui experimentar o gosto. Tinha que haver algo de bom nisso.

Primeiro foi um gole de cerveja: que treco amargo! Depois foi a cachaça: cara, como alguém pode gostar de uma coisa queimando pela goela? Enfim, decidi que aquilo não era pra mim e ratifiquei ainda mais meu pensamento de que há gosto pra tudo.

Há uma reação imediata quando alguém descobre que não bebo. Perguntam se eu sou evangélico e eu respondo automaticamente que "não, não sou evangélico, apenas não me dou com o gosto".

Não tenho nada contra pessoas que bebem. Cada um faz a si o que quer. O problema é que, ao beber, a pessoa - com o desequilibrio provocado pela bebida - pode afetar negativamente a vida de outras pessoas e isso não acho justo.