6 de novembro de 2009
Um tocar diferente
Enquanto minha colega conversava com a mãe do menino sobre negócios, eu não parava de me admirar com aquela criança elétrica que brincava e andava pela casa como se tivesse uma visão normal, desviando de tudo, voltando a cabeça para quem falava...
Mas o que me impressionou mesmo foi sua sensibilidade. Ao perceber que eu estava lá, ele foi até mim. Com os bracinhos esticados e mãos sedentas por informação, por sentimento, ele tocou minha bolsa, depois meu braço e depois meu rosto.
- Você é o marido daquela menina que tá falando com minha mãe? Disse ele.
- Não, eu sou muito feio pra ela. Respondi rindo.
Ele riu e continuamos conversando. Enquanto conversávamos ele não parava de tocar em mim, na minha bolsa, querendo saber o que tinha dentro. Sua mão era tão macia, tão viva que eu a sentia como se estivesse me sugando informações, e de fato era isso que estava acontecendo. O mais interessante é que era um toque de carinho, de respeito, de “quero saber como você é, porque isso é importante pra mim”.
Mal sabia ele que estava sendo muito importante pra mim também. Aquilo me fez refletir muito sobre a atenção que devemos dar às pessoas, suas informações e do quanto é valioso receber atenção. Fez-me entender ainda mais que o olho é apenas uma das infinitas maneiras de se perceber alguém.
31 de outubro de 2009
Casamento
15 de outubro de 2009
Vai!
E toda estrada carroçal é cheia de desvios e entradas, então, torna-se praticamente uma obrigação ter que parar para perguntar a quem aparecer no caminho. O problema é que fomos em horário de almoço e não aparecia ninguém para nos dar informação. Aí fiz o vídeo abaixo pensando em postar pra você.
No entanto, o engraçado do vídeo é mais uma vez a minha filha. Sempre que pegamos a câmera digital e apontamos pra ela, dizemos "Vai!" para que ela faça uma pose. Ela aprendeu isso e agora ela é quem fica falando "Vai!" e fazendo pose. Também funciona com celular.
6 de outubro de 2009
Quebranto
Minha mãe sabia disso e executou uma das coisas que me provam ainda mais o amor que ela tinha por mim.
Certo dia, uma conhecida macumbeira de nossa cidadezinha nos faria uma visita. Ela então ficou com muito medo de que a maluca pudesse me colocar um quebranto. O que falavam sobre a macumbeira é que ela bastava ela olhar para a pessoa e o "encosto" se instalava. E como minha mãe mesma dizia, eu fui um bebê muito feio. Tão feio que aprendi a andar com poucos dias de nascido, pois ninguém queria me pegar no colo. Se o quebranto vem em mim, Zé Fini.
Então, no dia da visita ela preparou um espaço especial no guarda-roupa para me esconder por lá quando ela chegasse. E ela fez isso.
Quem disse que para amar, precisa achar bonito? Obrigado, mãe.
Abaixo uma foto de quando eu era bebê.
E não me venha com negócio de "coisa fofa" porque eu sei que é mentira. hahaha
17 de setembro de 2009
A culpa é da mulher


5 de setembro de 2009
Leopardo
Música nos remete a lembranças e fatos que aconteceram enquanto a ouvíamos. Se algum fato marcante lhe ocorreu e naquele exato momento tocava uma música, nem que se passem 30 anos, você lembrará o fato assim que a ouvi-la novamente.
Assim também é o perfume. O cheiro, assim como a música, marca acontecimentos ou períodos no tempo. E no meu caso mais ainda, pois nunca usei o mesmo perfume por 3 vezes seguidas. Sempre mudava. Então, quando sinto o cheiro de um dos meus perfumes do passado, sempre lembro a época em que o usava. Impossível sentir o cheiro do número 65 do Contém 1g e não lembrar o dia em que perdi minha mãe ou ainda sentir o fortíssimo Free do Boticário e não recordar da primeira namorada.
Ontem senti um cheiro, que me fez lembrar algo que definitivamente ficou marcado. Trata-se da fragrância de uma colônia chamada Leopardo, que foi o primeiro perfume não tão barato que comprei.
Leopardo foi indicação de um colega de estágio, que contou que usava e as meninas gostavam muito por ser doce e agradável. Não contei pipoca e no caminho de casa, passei na loja onde tinha todos os perfumes que se possa imaginar. A Loja do Careca. E o Careca foi outro que disse que o perfume era uma maravilha, que era muito comprado e que as mulheres adoravam. Não pedi nem que tirasse da caixa e já levei.
À noite, antes de ir para o colégio, abusei. Passei Leopardo até onde você, que só pensa maldade, está pensando. E a primeira reação foi memorável:
- Que diabo de cheiro é esse, menino? Perguntou uma colega.
Aquilo me matou, mas eu ainda tinha esperança de que só ela não havia gostado.
- Ave, que perfume podre! Vai trocar isso! Disse outra.
Aí foi o fim. Admito ser chamado de feio, de bocó, de burro, de imbecil, de idiota, mas de fedorento não.
- Valha, como tu tá fedorento! Disse a terceira e última que me viu naquela noite.
Antes de a aula começar, voltei pra casa correndo, pra tentar chegar a tempo. Tomei um banho, tirei aquela coisa de mim, e nunca mais usei Leopardo... no corpo.
Eu jogava futebol, era goleiro titular do colégio e jogava praticamente todos os dias. Dias antes de comprar Leopardo, eu havia comprado um par de luvas especiais, com boa fixação, lindo design e com uma textura perfeita pra agarrar melhor a bola. Eu não costumava lavá-las e, por concentrar um volume considerável de suor, ficavam com cheirinho ruim. Então tive uma idéia genial: passar Leopardo nelas.
E derramei o vidro inteiro nas luvas. Não era possível que o cheiro de Leopardo fosse pior do que o do suor.
Mas era.
E aquele cheiro me acompanhou por toda minha adolescência durante os jogos. E o pior: impregnou de um jeito que por mais que eu lavasse as luvas, o cheiro não saía. E não saiu até hoje.
Ontem estava arrumando uns trecos aqui em casa e achei as coitadas e quando peguei que senti, lembrei de tudo. Leopardo, mais marcante impossível.
23 de agosto de 2009
DENÚNCIA - Trabalho Infantil
Denuncie já!
;)
21 de agosto de 2009
Autógrafo
11 de julho de 2009
Nas mãos de Deus
25 de maio de 2009
Video-cassete e Bruce Lee

10 de maio de 2009
Turma Inesquecível
A primeira ida à secretaria, a primeira medalha, o primeiro reconhecimento em público, a primeira namorada, os amigos inseparáveis, a primeira briga, a primeira viagem com a turma... São tantas histórias! Algumas, até já contei por aqui.
Cada um tinha seu apelido e era proibido chamar-nos pelo nome. Havia até uma cartolina na parede com todos os apelidos pra ninguém alegar que deu branco. Tinha o Pinto Pelado, o Coureiro, a Maria Cueca, a Calcinha de Boneca (com versão em espanhol El Calcita de Boneca), o “C” (contração de só quer ser viado), o Chorão, o Pezão, a Vaca, o Frango, a Fodaidors (e não me pergunte o porquê, por favor), o Patilha e o maior apelido da história dos apelidos: Sopaneladaossadazedamargossaurodontopodre. O meu apelido? Não digo. Mas justifico: eu juro que não tinha um domingo que eu não tomasse banho.
Criamos também a primeira banda da escola. Não tínhamos instrumentos musicais, mas tínhamos dedos, peito, canetas e as cadeiras pra fazer um som legal. O repertório variava entre paródias esculhambadas e músicas de igreja. Haha
Esse post é uma pequena homenagem a cada um que fez parte dessa infância maravilhosa que tive. Obrigado e saibam que cada um está aqui no meu coração.
7 de maio de 2009
A Boneca 'da' Barbie
3 de maio de 2009
Bebida

