21 de agosto de 2012

Quebra-molas

Hoje foi dia de compras na capital. As férias têm esse lado cruel: haja dinheiro que não existe! Roupas pra todo mundo e, pra mim, um presente especial. Entrei pro time dos endividados ricos e comprei um Galaxy SIII da Samsung. Era um sonho de infância, ter algum equipamento que fosse considerado o melhor do mundo. E depois de um dia inteiro batendo perna em Fortaleza, exaustos, finalmente estamos em casa.

Na volta, ainda em Fortaleza, passei sobre um quebra-molas. O balanço do carro assustou Liana, a filha mais nova de 2 anos, que perguntou:

- Que foi isso?
- Um quebra-molas. Respondi.

Se havia mais 380 quebra-molas até chegarmos em casa, ela perguntou mais 380 vezes.

Fora a parte de eu servir como jukebox das filhas, que me pediam pra cantar uma música atrás da outra. "Agora a do Alecrim..." "Agora a do Sapo..." E por aí vai.

Exaustos, chegamos em casa, e minha esposa banhava as duas meninas enquanto eu descarregava as compras do carro. Daí, levei-as para o quarto, coloquei cada uma em sua caminha, liguei o ventilador e dei-lhes um beijo dizendo "boa noite, te amo" só pra ouvir o "boa noite, também te amo, papai".

Mas o melhor estava por vir. Ao encostar a porta do quarto e dar alguns passos, escuto uma vozinha lá de dentro "eu também te amo, Lumara", e depois, "eu também amo você, Liana. Boa noite."

Assim essas meninas matam o papai.

4 comentários:

  1. Belo texto!! É mais que um texto, pois você passa sentimento no que escreve. :D

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  2. É só o que precisamos ouvir para nos lembrar o quanto Deus é maravilhoso com a gente e o quanto somos felizes com a família que Ele nos deu.

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  3. Ela disse: "Eu também te amo Lumara" e concluiu: "Mas para que serve um quebra - molas?"

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Seu comentário me fará bem. :)