Acabei de chegar em casa, e percebi um pequeno arranhão no peito da minha filha mais velha (4 anos), que a filha mais nova (2 anos) havia "desenhado".
- Minha filha, como isso aconteceu? Por que você está arranhada?
- Foi a Liana, papai.
- Nossa... espere aí que papai vai brigar com ela!
- Não precisa, papai. Eu já desculpei ela. (sic)
Adivinha como o coração do papai aqui ficou?
16 de março de 2012
11 de março de 2012
Burro sem barba
Tá liberado me chamar de burro nesse post, desde que você seja pai e sempre lembre dele.
Eu deixei meu material de barbear na pia. Não guardei no porta trecos por trás do espelho.
Eu deixei meu material de barbear na pia. Não guardei no porta trecos por trás do espelho.
Ainda bem que ela ainda estava na parte do creme.
18 de fevereiro de 2012
Deus é justo?
Sabe aquele pai que vê o filho agindo errado e, em vez de punir, passa a mão na cabeça dele? Vejo Deus assim. Um pai misericordioso até demais.
Somos tão falhos que se Deus resolvesse ser justo mesmo, nós estaríamos todos bem encrencados.
É possível ser justo e perdoar por tudo? É possível ser justo e misericordioso ao mesmo tempo?
O chefe descobre que um funcionário está desviando 30% do lucro da empresa há alguns anos. Deus perdoa e acolhe o ladrão, mas e esse chefe, deve perdoar ou mandar prendê-lo? O que é justo, afinal: perdoar ou punir?
Prezado Deus, vou guardar essas e muitas outras dúvidas até o dia em que nos veremos pessoalmente. Ou quem sabe o senhor dá um jeitinho de eu entender isso antes.
Somos tão falhos que se Deus resolvesse ser justo mesmo, nós estaríamos todos bem encrencados.
É possível ser justo e perdoar por tudo? É possível ser justo e misericordioso ao mesmo tempo?
O chefe descobre que um funcionário está desviando 30% do lucro da empresa há alguns anos. Deus perdoa e acolhe o ladrão, mas e esse chefe, deve perdoar ou mandar prendê-lo? O que é justo, afinal: perdoar ou punir?
Prezado Deus, vou guardar essas e muitas outras dúvidas até o dia em que nos veremos pessoalmente. Ou quem sabe o senhor dá um jeitinho de eu entender isso antes.
29 de dezembro de 2011
Uma praga chamada "Apego"
Hoje pela manhã escrevi algo no Facebook sobre apego. Não recomendo a ninguém.
Você pode transformar seus relacionamentos se deixar o apego de lado. Falo por experiência própria.
O apego cega, apaga sua espontaneidade e não melhora sua personalidade.
Me conta como ficou depois, tá?
Link do post no Facebook:
http://www.facebook.com/anonimofamoso/posts/10150484111284371
Você pode transformar seus relacionamentos se deixar o apego de lado. Falo por experiência própria.
O apego cega, apaga sua espontaneidade e não melhora sua personalidade.
Me conta como ficou depois, tá?
Link do post no Facebook:
http://www.facebook.com/anonimofamoso/posts/10150484111284371
22 de dezembro de 2011
Valores
Queria a sua ajuda para entender melhor uma coisa.
Estava conversando com uma moça hoje sobre a violência com os animais, repercutindo ainda o que aconteceu com aquela enfermeira que matou o indefeso cachorrinho. Tudo ia bem, até que ela falou o seguinte:
ELA: (...) seria o mesmo que espancar e bater numa criança.
EU: Como assim? Seria a mesma coisa, uma pessoa espancar um cachorro e espancar uma criança?
ELA: Claro que sim.
EU: Peraí, quer dizer que seu disser pra você que infelizmente um cachorrinho foi atropelado, ou disser que infelizmente uma criança de 7 anos foi atropelada, o seu sentimento será igual com relação às duas notícias?
ELA: Isso mesmo. São duas vidas, né?
EU: São, mas...
ELA: Então.
Fiquei em silêncio, pois não conseguia falar mais nada. Mudei de assunto, mas aquilo ficou na minha cabeça.
Não quero estender a discussão, nem manifestar minha opinião, já que ela ainda não está formada. Estou confuso. Mas gostaria muito de lhe perguntar uma coisa: Mais alguém pensa assim, igual à moça?
Estava conversando com uma moça hoje sobre a violência com os animais, repercutindo ainda o que aconteceu com aquela enfermeira que matou o indefeso cachorrinho. Tudo ia bem, até que ela falou o seguinte:
ELA: (...) seria o mesmo que espancar e bater numa criança.
EU: Como assim? Seria a mesma coisa, uma pessoa espancar um cachorro e espancar uma criança?
ELA: Claro que sim.
EU: Peraí, quer dizer que seu disser pra você que infelizmente um cachorrinho foi atropelado, ou disser que infelizmente uma criança de 7 anos foi atropelada, o seu sentimento será igual com relação às duas notícias?
ELA: Isso mesmo. São duas vidas, né?
EU: São, mas...
ELA: Então.
Fiquei em silêncio, pois não conseguia falar mais nada. Mudei de assunto, mas aquilo ficou na minha cabeça.
Não quero estender a discussão, nem manifestar minha opinião, já que ela ainda não está formada. Estou confuso. Mas gostaria muito de lhe perguntar uma coisa: Mais alguém pensa assim, igual à moça?
22 de novembro de 2011
Os filhos que não tive
- Amor, minha menstruação não veio.
- Não fala isso, pelo amor de Deus!
E essa é aquela fase da vida de um homem, em que uma
ligação com um “amor, veio” traz a maior sensação de alívio que se pode ter. Na
adolescência, o ímpeto natural de se entregar à paixão e ao momento, não vem junto com o discernimento necessário pra comprar uma camisinha. Às vezes, não dá
tempo e a gente acha que vale a pena arriscar só aquela vez.
Aí você fica contando com a sorte. A preocupação começa
imediatamente após a relação sexual. Os dias seguintes são um grande tormento,
em que se tenta esquecer que você pode ser pai. Por um momento, até fazer planos, como vai ser o nome, ensaiar o que vou dizer aos meus pais, e por aí vai.
- Amor, veio.
E tudo se transforma! Você quer gastar toda a migalha que
tem na carteira e comemorar. Daí promete que nunca mais fará sexo sem
camisinha. Promessa essa, que é quebrada logo que a menstruação da namoradinha
acaba.
- Acho que chegou a hora de termos nossa filha.
Suspende a pílula e haja amor! Então o “amor, veio” passa
a ser uma decepção atrás da outra. Comigo durou cerca de 5 anos. Já dava pra
achar que havia algum problema e que deveriamos fazer um tratamento. Quando de
repente, eu recebo uma camisa com a foto da ultrassonografia da minha primeira bebê.
Depois da primeira, a promessa de que não teria outro
filho tão cedo. Promessa quebrada logo após o término da primeira menstruação. A segunda filha viria alguns meses depois.
Alguma medida drástica precisava ser tomada! Parar de fazer
sexo, usar camisinha sempre, usar as pílulas que engordam... nada parecia ser uma boa
ideia. Então o médico sugeriu o DIU.
A alegria está de volta à nossa casa! Finalmente o sexo
sem medo, sem barreira, sem culpa e a vida conjugal toma um novo rumo. Três meses depois, do hospital, após um
exame ginecológico, ela liga dizendo “amor, o DIU está completamente fora do
lugar”.
Por 5 segundos eu me acho “o cara”, afinal deslocar um
DIU não deve ser pra qualquer um. Logo depois, vem à tona aquela preocupação da
adolescência: “será que ela está grávida?” Novos planos, quantas latas de
leite, mais fraldas, e o futuro, a escola, e como serão as três nas cadeirinhas
do carro...
Até que ela liga logo depois “amor, o médico disse que não estou
grávida”.
Foi mais um dos milhares de filhos que tive, que apesar
não terem se materializado, tiveram um pouquinho da minha atenção como pai.
1 de novembro de 2011
Vocação
Eu já falei aqui que já fui cantor de igreja. Vasculhando umas fitas de vídeo da época do ronca, achei umas imagens daqueles momentos.
O melhor de tudo em rever essas imagens, é saber que felizmente tomei a decisão certa em procurar outra vocação na vida.
A minha voz começa no 1:05. :)
O melhor de tudo em rever essas imagens, é saber que felizmente tomei a decisão certa em procurar outra vocação na vida.
A minha voz começa no 1:05. :)
12 de outubro de 2011
Minha mãe, profeta?
Minha mãe mandou essa foto para os meus avós. Ela tinha o costume de escrever sempre atrás das fotos, até ela aprender que molhando a foto, pode-se escrever na frente também. :)
Veja algo que ela já sabia há muito tempo:
Veja algo que ela já sabia há muito tempo:
18 de setembro de 2011
Valor à vida
Depois de uma semana de muito trabalho em outra cidade, acordando muito cedo e dormindo muito tarde, finalmente chegou a hora de voltar pra casa e rever minha família. Era início de noite e eu estava tão cansado que pensei na possibilidade de dormir e ir embora apenas na manhã seguinte, mas a vontade de ver minha esposa e minhas filhas foi maior. Acabei viajando.
No começo do caminho, percebi que não ia ser fácil. Minhas pálpebras pareciam ter uma corda com uma pedra de 5kg pendurada. O sono era enorme. Liguei o rádio para ouvir o jogo do Ceará, que logo começou a perder e, em vez de me animar, começou a dar mais sono. Pensei em parar o carro, mas eu achava que meus limites suportariam até minha casa.
Então comecei a pensar na semana de trabalho, nas situações adversas, nas engraçadas, nas pessoas, nos momentos mais especiais, no que poderia ter sido diferente, quando de repente...
... Abri meus olhos e vi que estava no acostamento da mão contrária, quase saindo da pista e descendo rodagem abaixo. Numa reação de susto, voltei à minha mão e retomei meu caminho. Eu havia dormido.
O susto me acordou e consegui me conduzir até a próxima cidade, onde eu parei e descansei por alguns minutos. Logo depois, segui meu caminho em velocidade mais baixa e com música no volume mais alto possível.
A vida já me deu outras chances parecidas como essa de ontem. Fala-se muito que "só se dá valor a algo, depois que se perde", mas com a vida isso não funciona. Ninguém morre pra poder aprender a valorizar a vida. Vou pensar nisso nas próximas vezes que achar que conheço meus limites.
No começo do caminho, percebi que não ia ser fácil. Minhas pálpebras pareciam ter uma corda com uma pedra de 5kg pendurada. O sono era enorme. Liguei o rádio para ouvir o jogo do Ceará, que logo começou a perder e, em vez de me animar, começou a dar mais sono. Pensei em parar o carro, mas eu achava que meus limites suportariam até minha casa.
Então comecei a pensar na semana de trabalho, nas situações adversas, nas engraçadas, nas pessoas, nos momentos mais especiais, no que poderia ter sido diferente, quando de repente...
... Abri meus olhos e vi que estava no acostamento da mão contrária, quase saindo da pista e descendo rodagem abaixo. Numa reação de susto, voltei à minha mão e retomei meu caminho. Eu havia dormido.
O susto me acordou e consegui me conduzir até a próxima cidade, onde eu parei e descansei por alguns minutos. Logo depois, segui meu caminho em velocidade mais baixa e com música no volume mais alto possível.
A vida já me deu outras chances parecidas como essa de ontem. Fala-se muito que "só se dá valor a algo, depois que se perde", mas com a vida isso não funciona. Ninguém morre pra poder aprender a valorizar a vida. Vou pensar nisso nas próximas vezes que achar que conheço meus limites.
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