21 de março de 2008

Nana

A Nana pediu, e não seria carinhoso de minha parte deixar de atender a um pedido de quem sempre está aqui lendo minhas coisas.

O pedido foi que eu pegasse o livro que estou lendo, abrisse na página 161 e colocasse a frase da 5ª linha. Bom, vamos lá.

O livro que estou terminando de ler, não tem 161 páginas. Tem 160! Não Leve a Vida Tão a Sério de Hugh Prather. É um ótimo manual da felicidade.

19 de março de 2008

Sorte contagiante

Eu sempre me achei um cara de sorte. Não posso reclamar.




E parece que essa sorte é contagiosa. Aproveite.



Digite "procuro sorte" sem as aspas no Google e veja onde vai dar... ahahaha

9 de março de 2008

O Nascimento de um Sonho

Viajei para Teresina no domingo para passar uma semana dando um curso. Em casa, deixei minha mulher e minha filha dentro da barriga dela. Na segunda-feira, Lumara decidiu sair desse lugar solitário e vir para o nosso mundo. Recebi a notícia por telefone:

- [musiquinha do telefonema a cobrar]
- Oi amor, tudo bem aí? Eu disse.
- Tudo... quer dizer, a Lumara vai nascer daqui a uma hora. Respondeu ela.
Após a divulgação da notícia entre amigos, recebi trocentas mensagens de texto, recados no orkut, perguntando como eu estava, pois imaginavam que eu estivesse maluco.

Maluco eu já sou. Mas, como a vida é feita de escolhas, escolhi ficar tranquilo, me equilibrar e fazer o máximo que eu podia àquela distância: pedir a Deus que ajudasse minha mulher e o doutor para que tudo corresse bem.

Então a bebê nasceu. E minha esposa ligou novamente:

- [ligação a cobrar. para aceitá-la continue na linha após identificação... tutuuuu]
- Nasceu? Perguntei.- Sim amor... é linda, é a sua cara.
- Como assim? Ela está saudável?- As mãos e os pés são os seus! Está toda certinha!

Bom... então ela não é lááááá a minha cara. Mãos e pés... tá bom, é melhor do que nada. Fiquei ansioso para ver as fotos, mas o hospital não permitiu câmeras digitais no berçário. Afinal, ela nasceu de 8 meses e estava na incubadora.

Passei a semana inteira me equilibrando, afinal, estava dando um curso para 30 pessoas. A ansiedade era muita. Queria mesmo chegar logo em casa e, mais do que ver, sentir a minha filha. Ver se ela riria pra mim, se ela ficaria calminha nos meus braços, se ela não tinha algo além das mãos e dos pés que parecessem comigo.

Ao voltar, pedi ao piloto do avião que fosse um pouco mais rápido. Quando peguei meu carro em Fortaleza, quase que me lasco por umas três vezes. Aquele negócio do equilíbrio acabou por ali. Até que cheguei em casa. Beijei minha esposa, a agradeci e parabenizei porque não consigo nem imaginar o sofrimento de uma mulher ao parir.

E o rostinho dela? Lindo. O cabelinho? Lindo. Os olhinhos? Lindos. O nariz? Lindo. Tudo era lindo! Inclusive as mãos e os pés. Não chorei, porque tenho muita consciência do que vou ter que enfrentar por ela. Foi uma mistura de felicidade com responsabilidade. Vou me dar por completo a ela.

Depois conto mais detalhes de minha vida como pai. Já tenho umas boas.
Abração.

4 de março de 2008

Nasceu!

A Lumara nasceu.
É tanta coisa que tenho pra falar sobre isto.
Que não sei como começar.

Então, por enquanto, é só pra registrar. E desde já, muito obrigado pelos parabéns que sei que receberei por isso.

Estou imensuravelmente feliz.

Pra variar, esse acontecimento foi cercado de coisas inusitadas e engraçadas. Dessas coisas que só acontecem comigo. Vou contar tudo logo, logo.

Um abraço a todos.

16 de fevereiro de 2008

Consequências

É preciso amar como se não houvesse amanhã? Que história é essa?
E os meus planos? Meu futuro? Projetos que construo hoje?

É preciso amar hoje e amanhã. E viver intensamente, cada momento.
Não pensar no amanhã não é legal.
Tudo tem consequências, boas ou ruins, e gosto de pensar nelas.

Calcular risco, enxergar na frente... há pessoas que acham que isso é perda de tempo. Eu acho sensatez.

Sabe por que eu não pego na comida? Não... não é porque sou fresco. Mas porque penso em lavar as mãos depois e mesmo assim continuar com aquele gostoso cheirinho de frango nas mãos.

Sabe por que levanto a tampa da privada antes de urinar? Não... não sou o homem perfeito. Mas sim, porque eu sei que vou precisar daquela tampa limpa mais cedo ou mais tarde.

E vou logo me aquietar porque hoje é sábado... risos.

10 de fevereiro de 2008

O olhar que vem de cima

Eu tenho 1,84m. E me considero alto.

Geralmente olho para as pessoas com a cabeça inclinada para baixo, no entanto, ontem foi diferente.

Levei meu carro para a revisão e o cara que me atendeu deveria ter uns dois metros. Ao conversar sobre as possíveis manutenções no carro, ficamos de pé e, pela primeira vez conversei com alguém com a cabeça inclinada para cima.

Quer dizer... antes, eu so inclinava a cabeça desta forma para falar com alguém se fosse para falar com DEUS...

Então tive um sensação diferente, sabe? Uma vago sentimento de inferioridade só por causa da altura. Acho que deve ser o costume, pois, no mesmo momento imaginei como as pessoas se sentem ao falar comigo. E elas, em sua grande maioria, NÃO se sentem inferiores.

Foi um excelente aprendizado. :)

4 de fevereiro de 2008

Tá chegando a hora!

Daqui a alguns dias chega a minha filha.

Cara, quando pego na barriga da minha mulher, tenho a impressão que ela está dançando balé lá dentro, com toda leveza de uma bela bailarina. Tudo bem que às vezes ela mais parece uma boxeadora, mas é raro.

Não vejo a hora!

Sei que estou preparado pra enfrentar o desafio de ser pai, porque já ouvi falar que pra isso basta ter amor, e isso eu tenho de sobra.

Quanto à educação, bem... pela foto você tira mais ou menos como será. ehehe

Abraços.

26 de janeiro de 2008

Sábado é o dia

Deus me protege demais. Todos os dias, todas as horas. Mas acho que ele descansa no sábado.
Sábado é o dia em que acontece tudo de mais estranho comigo.

Poderia contar o que aconteceu hoje em vários posts, mas apenas um resolve já que pouca gente lê mesmo... :)

Bem... de manhã fui comer o bolo que minha mulher fez pra mim. Ao abrir o pote (já achei esquisito ela ter colocado o bolo num pote), achei que tinham soltado uma bomba em cima do bolo. E ainda estava todo melecado. Com um pedaço daquilo nas mãos, perguntei:
- O que aconteceu com o bolo?
- Ah... o sabor da massa é ruim.
- E por que tá lambuzado desse jeito?
- Tentei corrigir jogando leite moça em cima...

Não corrigiu.

Logo depois de apreciar o bolo, fui lavar as mãos e escovar os dentes. Abri o suporte do banheiro pra pegar minha escova e creme dental. A escova, beleza. O creme dental, confundi com o Benegel (uma imitação de Gelol, que uso depois do futebol). Só percebi o vacilo depois de umas três escovadas.

Aí fui encher as garrafas.
Não coloco água mineral naqueles suportes porque o daqui dava formiga. É incrível. Formiga bebe água? Tentei de tudo, até colocar veneno dentro do suporte, o que me fez deixá-lo de lado de uma vez por todas.
Então eu pego a água do garrafão e transfiro para as garrafas menores para guardá-las na geladeira.
Algo aconteceu com minha cabeça que passei uns 10 segundos tentando colocar o garrafão dentro da geladeira.

Então fui pegar o almoço. Duas marmitinhas num restaurante aqui próximo. Depois do bolo não quis arriscar almoçar o que minha mulher fizesse.
Uma marmita de feijoada e outra de frango. Metade de cada marmita pra cada um de nós. Tudo ia bem até colocarmos os pedaços de carne próximos da boca:
- Amor, você tá sentindo cheiro de... de... algo ruim? Perguntei.
- Esse algo ruim seria cocô? Respondeu perguntando.
- Eu não queria que você me confirmasse isso.

A feijoada estava com cheiro de cocô! Não é inacreditável? Aquela feijoada me fez lembrar de uma vez que estava apertado durante uma viagem e parei pra urinar no banheiro de um posto de gasolina.

É claro que não comemos mais e voltei ao restaurante pra trocar as quentinhas. O dono do restaurante é meu amigo e não hesitei em chamá-lo num canto pra explicar a situação. Ele trocou de pronto. Mas, cadê a vontade de comer aquilo.
Bem... comemos, senão a fome tomaria de conta.

À tarde fomos assistir aos DVD's que aluguei. DOIS não rodaram. DVD's riscados ao limite. Fui imprimir um documento importante para segunda-feira e surgiu a mensagem "cartucho colorido com defeito" e não teve quem fizesse essa impressora funcionar.

Enquanto escrevo aqui, vou dando CTRL-C direto. Ainda receio que não dê certo postar!
Pelo menos consigo dar risada dessas coisas... :)

Ufa! Postou. Até o próximo sábado. Deus, acabou o descanso, volte já, pelo amor de D... você.

23 de janeiro de 2008

Sim, sou eu.

Respondendo a milhares de leitores (na verdade foi só uma leitora), sobre a foto do palhacinho do post "Devolva Minha Fantasia"... Sim, sou eu.

Pode ser que alguém mais tenha se perguntado isso. Não sei por que, pois não tenho nada de palhaço. :-p

19 de janeiro de 2008

Receio de Injustiça

A maior qualidade de um ser humano é a justiça.

É o que mais procuro ter em todos os aspectos.

Roubar, por exemplo, é o ato que considero mais injusto. Não falo apenas sobre questões materiais. Roubar direitos, roubar sonhos, roubar oportunidades... se você rouba, pega algo que não deveria ser seu, pelo menos naquele momento.

A 'possibilidade' de alguém imaginar que eu aja com injustiça, já me desconcentra.

Sabe aquelas máquinas que ficam nas portas das lojas? Elas detectam se alguém está levando algo sem pagar. É claro que não faço isso, mas fico com um receio desgraçado quando vou passar por aquilo. E se aquela máquina apita e é injusta comigo? E se as pessoas ao redor me virem como um ladrão?

Sempre que vou passar passo bem devagar e já me aprontando com palavras de indignação, para o caso de acontecer isso. ehehe

1 de janeiro de 2008

Fogos de Artifício

Lembra quando eu disse isso? Some com mais um: o de fogos de artifício.

Meu reveillon foi lindo, na beira da praia, com minha esposa grávida e muita gente bonita (e feia também). Enfim, mil maravilhas. Porém, quando começou o 'show pirotécnico' me veio uma lembrança bem recente que me fez tremer de medo e procurar sair o mais rápido dali.

Eu nunca tinha pisado numa delegacia.

Fomos comemorar o aniversário de um colega de trabalho com uma surpresa numa pizzaria. A surpresa se tratava de uma mensagem num carro de som narrada por um locutor gago e péssimo no português. O sinal para que o carro viesse à pizzaria seria uns fogos de artifício que os funcionários da pizzaria soltariam.

Acontece que o cara da pizzaria que soltou os fogos era de menor, e pra acabar de completar, a bomba não estourou no tempo certo e acabou atingindo os pés de uma criança. Fomos bater na delegacia, eu, a dona pizzaria, o adolescente, uns colegas do trabalho, o aniversariante... E ainda fiz vigília no hospital com a mãe do menino rezando que não fosse nada grave.

Eu já não gostava de fogos, e a partir desse dia passei a detestar.

Até que é bonito, mas pela TV ou então a pelo menos 500 metros de mim.

O que aconteceu no reveillon é que, droga, os caras precisam estourar esses fogos em cima de uma multidão? Em cima da gente?

Vai que acontece o que aconteceu com o menino?

Parece trauma mas não é. É que fogos trazem um perigo real e um risco enorme. Não pode haver falhas e como falhas são muito comuns nesse tipo de produto... E mais, sempre acontecem quando a gente menos espera e onde a gente menos espera.

Bom... Feliz 2008 pra vocês! Fogos de artifício, só de longe ok?

9 de dezembro de 2007

Devolva minha fantasia

Fui comer pizza com uns amigos, numa pizzaria próximo à ponte metálica em Fortaleza. Há muitos pedintes e vendedores ambulantes.

Alguns tentam ser gentis, outros se mostram como coitados, outros são muito inconvenientes, como os que, na hora da mordida na pizza, colocam o produto na mesa ou lhe cutucam pedindo um pedaço. Na minha opiniao não é correto dar esse tipo de ajuda, por vários motivos que depois eu digo. Apesar de tudo, cedo um sorriso, desejo boa noite e boa sorte a todos, mas não dou nada.

Outros já são bastante criativos, como um cara vestido de palhaço que chegou com um pandeiro na mão e uma voz parecida com a do Tiririca, chamando uma amiga de Vera Fischer:

- Oi gente... vocês são tão 'lindo', querem ver meus produtos?

- Não, obrigado. Respondi.

- Mas olha, é uns bichinhos que eu mesmo faço pra ajudar as criancinhas carentes... lá de casa.

Nesse momento ele tira do saco um sapinho verde e diz que ao apertar sua barriga, ele começa a cantar uma música bem bonita. Então, fui apertar a barriga do sapinho pra ouvir a música, quando de repente:

- Vida... devolva minha fantasia... meu sonho de viver a vida... devolva meu aaaar...

Ao som do pandeiro com uma voz de Tiririca, o palhaço começou a cantar. ehehehe

Eu ri bastante e todos na mesa riram de mim, porque eu realmente esperava ouvir a música da barriga do sapinho.

Enquanto ele dava as considerações finais pra fechar o negócio, chegou uma senhora vendendo rosas pedindo atenção. Como o palhaço já tava lá ele disse:

- Ei velha feia, num tá vendo que eu já tou aqui não?

Ela resmungou e saiu, enquanto o palhaço dizia:

- Só porque é artista de cinema pensa que pode invadir o espaço dos outros...

- Como assim, artista de cinema? Perguntei.

- Aquele filme, a Noiva de Chuck? Era ela...

ehhehehe. Eu também ri.

No final nem comprei o sapinho mas fiquei muito feliz com a simpatia daquele palhaço. Nada me revigora mais que o bom humor das pessoas. Ele saiu dizendo:

- Tá bom, nem comprou né... mas tá certo, eu não brigo não viu?

Boa noite e muita, mas muita sorte pra ele.

28 de novembro de 2007

Pisca-Alerta e Lagartixas

Quando somos crianças, confiamos em tudo que nossos pais dizem. Isso é muito bom, mas os pais devem tomar muito cuidado com algumas mentirinhas que falam para agilizar as respostas. As conseqüências podem ser, digamos, adversas.

Certa vez estávamos na estrada e, à nossa frente, um caminhão com o pisca-alerta ligado. Eu perguntei à minha mãe:

- Mãe, as duas luzes piscando dos dois lados servem para dizer que o carro seguirá em linha reta, não é?

Eu sempre perguntava respondendo o que eu achava e só pedia uma confirmação com o “não é”. O fato é que eu já havia perguntado muitas coisas naquela viagem (as viagens eram os meus momentos preferidos para esclarecer minhas infinitas dúvidas), e então minha mãe disse:

- Não! Significa que o carro vai explodir daqui a um minuto!

Eu percebi a tensão na voz dela e fiquei esperando o carro explodir. Cheguei a pedir pra meu pai afastar. Entretanto, o caminhão parou de piscar e fiquei aliviado porque o caminhão não explodiria mais “não é, mãe?”

Desse dia pra cá, nunca ligo o pisca-alerta sem me lembrar disso. E não confio muito em deixá-lo piscando por mais de um minuto. (risos) E ainda: “ensinei” para um monte de coleguinha que não podia deixar aquele negócio piscando senão eles podiam ir pelos ares.

Não tenha dúvida: Tudo o que eu escutei de meus pais, eu guardei mesmo (e isto involuntariamente). Vou ser bastante cauteloso com minha filha sobre isso, pois tenho uma mania terrível de inventar respostas rápidas para muitas crianças só para ver a reação. Uma vez disse pra uma menina que se ela andasse descalça, lagartixas iriam para a cama dela à noite. A mãe dela disse que a partir desse dia ela passou a lavar os pés antes de dormir, no entanto, ela criou um pânico com lagartixas, porque eu também disse que além de visitá-la, elas morderiam o seu dedão e chupariam todo o sangue dela – bem devagarzinho.

Senhor, me controle.

Tem mais sobre isso neste post. Clique aqui.

20 de novembro de 2007

Palavras doces

Bia, a mulher que ajudou minha mãe a me 'segurar' quando criança, foi marcante pra mim. Ela morou com a gente e cuidou de mim durante meus primeiros oito anos. Foi minha segunda mãe.

Lembro de muitas coisas com ela. Mas todos os dias lembro de uma coisa que ela me disse, porque se tornou um hábito na minha vida. Certa vez ela disse que sempre, antes de sair de casa, comesse um pequeno pedaço de doce, que podia ser goiabada ou doce de leite para que eu passasse o dia transmitindo palavras doces.

Eu jamais esqueci disso. Obrigado Bia. Garanto que tem dado certo.