5 de setembro de 2009

Leopardo

Música nos remete a lembranças e fatos que aconteceram enquanto a ouvíamos. Se algum fato marcante lhe ocorreu e naquele exato momento tocava uma música, nem que se passem 30 anos, você lembrará o fato assim que a ouvi-la novamente.


Assim também é o perfume. O cheiro, assim como a música, marca acontecimentos ou períodos no tempo. E no meu caso mais ainda, pois nunca usei o mesmo perfume por 3 vezes seguidas. Sempre mudava. Então, quando sinto o cheiro de um dos meus perfumes do passado, sempre lembro a época em que o usava. Impossível sentir o cheiro do número 65 do Contém 1g e não lembrar o dia em que perdi minha mãe ou ainda sentir o fortíssimo Free do Boticário e não recordar da primeira namorada.


Ontem senti um cheiro, que me fez lembrar algo que definitivamente ficou marcado. Trata-se da fragrância de uma colônia chamada Leopardo, que foi o primeiro perfume não tão barato que comprei.


Leopardo foi indicação de um colega de estágio, que contou que usava e as meninas gostavam muito por ser doce e agradável. Não contei pipoca e no caminho de casa, passei na loja onde tinha todos os perfumes que se possa imaginar. A Loja do Careca. E o Careca foi outro que disse que o perfume era uma maravilha, que era muito comprado e que as mulheres adoravam. Não pedi nem que tirasse da caixa e já levei.


À noite, antes de ir para o colégio, abusei. Passei Leopardo até onde você, que só pensa maldade, está pensando. E a primeira reação foi memorável:

- Que diabo de cheiro é esse, menino? Perguntou uma colega.

Aquilo me matou, mas eu ainda tinha esperança de que só ela não havia gostado.

- Ave, que perfume podre! Vai trocar isso! Disse outra.

Aí foi o fim. Admito ser chamado de feio, de bocó, de burro, de imbecil, de idiota, mas de fedorento não.

- Valha, como tu tá fedorento! Disse a terceira e última que me viu naquela noite.


Antes de a aula começar, voltei pra casa correndo, pra tentar chegar a tempo. Tomei um banho, tirei aquela coisa de mim, e nunca mais usei Leopardo... no corpo.


Eu jogava futebol, era goleiro titular do colégio e jogava praticamente todos os dias. Dias antes de comprar Leopardo, eu havia comprado um par de luvas especiais, com boa fixação, lindo design e com uma textura perfeita pra agarrar melhor a bola. Eu não costumava lavá-las e, por concentrar um volume considerável de suor, ficavam com cheirinho ruim. Então tive uma idéia genial: passar Leopardo nelas.


E derramei o vidro inteiro nas luvas. Não era possível que o cheiro de Leopardo fosse pior do que o do suor.


Mas era.


E aquele cheiro me acompanhou por toda minha adolescência durante os jogos. E o pior: impregnou de um jeito que por mais que eu lavasse as luvas, o cheiro não saía. E não saiu até hoje.


Ontem estava arrumando uns trecos aqui em casa e achei as coitadas e quando peguei que senti, lembrei de tudo. Leopardo, mais marcante impossível.

23 de agosto de 2009

DENÚNCIA - Trabalho Infantil

Gostaria de contar com o apoio de vocês para denunciarmos a minha esposa (agora EX-esposa) porque descobri que enquanto estou fora de casa, ela fica colocando nossa filhinha de um ano e meio para fazer trabalho escravo em casa, e de quebra ainda fica filmando.

Denuncie já!



;)

21 de agosto de 2009

Autógrafo

Nada melhor para alguém do que a sensação de ser querido, de ser amado. Ser amado por um amigo ou por um parente é normal, mas ser amado por alguém que lhe viu apenas uma vez ou através de televisão, não tem preço. É o sinal mais forte de que a sua “luz interi
or” está brilhando e emanando boas energias. Isto acontece muito com os famosos. Atores, cantores, escritores, esportistas... gente bem sucedida que simplesmente aparece à nossa frente e nos deixa mais felizes.

E dar um autógrafo então, eleva o ego. Pelo menos foi o que aconteceu comigo quando dei meu primeiro e único autógrafo da vida. Claro que os autógrafos que deixo nos bancos, nas financeiras, no crediário das lojas e nos cupons do cartão de crédito não contam. Autógrafo, no sentido de “elevar o ego”, só aquele em que a condição é algo de bom que foi feito e onde o objetivo é deixar uma lembrança para quem sua luz brilhou.

Foi num torneio de futebol de salão em uma cidade vizinha. Meu time era de veteranos, mas o goleiro podia ser jovem, no caso, eu. O torneio consistia em três partidas e o campeão teria que vencer todas. A quadra (ou ginásio) estava lotada, pessoas assistiam de pé se amontoando. Como meu time era o da maior cidade entre as que disputavam, havia uma pressão e certa antipatia contra a gente, como se nos achássemos os melhores e tal.

E logo na entrada para o primeiro jogo, onde tivemos que passar pelo meio do amontoado das pessoas, já senti que seria uma noite diferente. O jogo era contra o time da casa e “viado”, “fidiquenga”, “maconheiro” e “corno” foram os nomes mais suaves que ouvimos enquanto caminhávamos.

Bom, vencemos os dois primeiros jogos com certa facilidade e a raiva da torcida local só aumentava. Não importava contra quem e de que forma, mas eles queriam que perdêssemos.

Então aconteceu a final e, se nos dois últimos jogos a minha estrela havia brilhado, agora eu era o sol. Nem eu sei como é que consegui defender tanto chute. É como se eu fosse uma marionete com alguém muito poderoso lá me controlando. Com o cansaço do nosso time e a insistência do adversário, a torcida começou a pender e torcer pelas defesas que eu fazia. A cada defesa uma vibração enorme. Em uma das defesas, espalmei a bola e ela foi rolando, devagarinho, na direção do gol e um zagueiro recuperou colocando-a pra fora. Houve delírio mesmo.

E para coroar, a partida findou em 0 x 0 indo para os pênaltis, e então defendi a bola final consagrando a vitória do meu time. Houve uma invasão na quadra e todos vieram pra cima de mim, queriam me cumprimentar, me abraçar, uns chegavam perguntando “como é que você faz isso”... Olha, sensação incrível.

E eis que surgem os dois momentos mais marcantes. No primeiro, um cara com um gravador de fita cassete pedindo que eu fizesse uma entrevista para passar no seu programa de esportes da rádio no dia seguinte. Era a minha primeira entrevista. E no segundo, uma menina chega com seu caderno escolar pedindo um autógrafo. Na hora me veio muitas coisas na cabeça mas escrevi apenas meu nome e agradeci. Ela não quis mais nada, virou e saiu feliz. Como esquecer aquilo?

Depois disso, fiquei treinando por dias meu autógrafo. Queria ser um pouco mais criativo, sei lá, colocar “com carinho” ou “felicidades” para o próximo que pedisse. Mas o fato é que nunca mais tive uma atuação tão brilhante quanto naquele dia e jamais dei um segundo autógrafo.

11 de julho de 2009

Nas mãos de Deus

Perdi meu final de semana, perdi meu celular com todos os meus contatos, terei um prejuízo de quase três mil reais com meu carro e estou emocionado de tanta felicidade e alegria agora. Sabe por quê?

Porque definitivamente descobri que Deus me protege e, ainda por cima, protege minha família que tanto amo.

Na manhã deste sábado programei uma viagem às serras com minha esposa e filhinha de um ano e meio. As serras daqui são maravilhosas, floridas, tranquilas e com um friozinho de 10 a 15 graus. A região é conhecida como a "Suiça brasileira". Um ótimo lugar para repousar. Apesar de ser toda em asfalto, a estrada pra lá é bem fina. De um lado tem um abismo e do outro grandes valas para escoamento de água.

Pois bem. Deu 16h30 e nos ajeitamos para sair. Ao dar a partida no carro, descobri que a bateria estava descarregada. "Não vai dar pra gente ir", falei pra minha esposa e ela respondeu com certa tristeza "Tudo bem, amor." Então para compensar a frustração fomos dar uma volta de moto.

No retorno, nosso vizinho que vive de transportar em carros de aluguel estava na calçada da casa dele e decidi perguntá-lo se tinha como ele fazer uma chupeta no meu carro, ou seja, transferir a energia da bateria do carro dele para o meu. Ele disse que tinha, mas teríamos que ir pegar o equipamento na casa de um amigo dele. Peguei a moto fui lá com ele.

Ao retornar, empurrei meu carro para fora até a entrada do portão onde o carro dele estava para fazermos a ligação entre as baterias. Quando ele pediu que eu funcionasse meu carro, tive dificuldade para abrir a porta pois estava muito encostada da parede. O meu celular estava incomodando uma das minhas mãos e o coloquei em cima do carro para que eu entrasse com mais facilidade. O carro funcionou.

Agradeci pela prestatividade do vizinho e, feliz, chamei minha esposa para fazermos nosso passeio. Ela veio correndo, fechei as portas de casa, entramos no carro e iniciamos a viagem por volta de 19h30.

Três quilômetros depois, na saída da cidade e próximo a um posto de gasolina lembrei que havia deixado o celular em cima do carro e parei só pra confirmar que o havia perdido. Então, decidi fazer a volta e retornar lentamente tentando localizar o celular no chão.

Eis que, com 20km/h, perco o controle da direção e o carro escorre arrastando no asfalto para o lado contrário da pista. A suspensão do carro havia literalmente quebrado.

Fiz os procedimentos iniciais de segurança e fui atrás de ajuda no posto de gasolina. O carro não podia sair do local porque as rodas da frente estavam travadas. Uma pessoa do posto ligou para um amigo que tem uma oficina perto, que veio de pronto para ajudar. Outra pessoa se ofereceu para ir deixar minha esposa e filha em casa enquanto resolvíamos o problema na estrada.

Tivemos que usar um macaco e a ajuda de quatro homens que estavam no restaurante do posto para empurrar o carro até lá para que amanhã possamos ver o que fazer.

Tudo aconteceu para que eu não fosse para a serra com o carro naquela situação, pois inevitavelmente cairia em um abismo. E também para que eu não estivesse em alta velocidade pois, segundo o mecânico, 40km/h numa curva seriam suficientes para fazer o carro sair da pista ir para a ribanceira.

Com minha esposa e minha filhinha...

Não acredito que tenha sido por acaso que a bateria, que comprei a menos de quatro meses, tenha descarregado ou que eu tenha esquecido meu celular em cima do carro. Tem que ter sido Deus.

Tenho palavras pra contar pra vocês, mas não tenho palavras pra agradecer a esse Deus superior que me protegeu hoje e em muitas outras oportunidades. Estou aqui no computador e minha esposa está com minha filha vendo TV e brincando. Isso é maravilhoso! Vou já pra lá.

25 de maio de 2009

Video-cassete e Bruce Lee

Boa parte da minha infância foi no escuro. Ainda lembro o dia em que foram colocar os postes para a rede de energia na minha rua. Com a chegada da eletricidade, a vida mudou completamente e surgiram alguns novos hábitos.

Televisão... nem vou me alongar na revolução que essa máquina gerou quando a vimos funcionar. Confesso que, por várias vezes, coloquei minha mão por trás imaginando vê-la na tela, ou ainda, procurei através dos furos de ventilação, a fim de ver se havia alguém dentro dela, até assistir no Castelo Rá-ti-bum como ela funcionava de verdade.

Mas o que quero contar aqui foi o que aconteceu quando meu pai comprou o primeiro vídeo-cassete do bairro. Nos finais de semana, minha sala estava sempre lotada de amigos para vermos as fitas que ele alugava numa cidade vizinha a 15 km.

Os comentários do tipo:

“Nossa, que fita grande.” (Comparávamos com a fita cassete de músicas)
“Caramba, não passa propaganda!”
“A gente pode voltar e ver de novo!”
“Aperta o ‘pause’ bem na hora da voadora!”
 
Sim, a hora da voadora era sempre a mais esperada, porque não tinha graça nenhuma ter um vídeo-cassete e não assistir aos filmes do fantástico Bruce Lee. Esse era, definitivamente, o nosso maior ídolo da telinha naquele tempo. E não víamos só uma vez, repetíamos até dar sono. Todas as crianças queriam ser o Bruce Lee, ter sua agilidade, inteligência, calma, paciência e inclusive aquele grito todo especial.

10 de maio de 2009

Turma Inesquecível

Em toda a minha vida estudantil, sempre tive a sorte de estar entre turmas bacanas, ousadas, comprometidas e divertidas. Mas há uma turminha que continua na minha memória como se fosse ano passado. É a turma de 1995, a da 8ª série, onde as coisas mais doidas e marcantes aconteceram e que hoje, percebo sua parcela de contribuição para a pessoa que sou hoje.

A primeira ida à secretaria, a primeira medalha, o primeiro reconhecimento em público, a primeira namorada, os amigos inseparáveis, a primeira briga, a primeira viagem com a turma... São tantas histórias! Algumas, até já contei por aqui.

Cada um tinha seu apelido e era proibido chamar-nos pelo nome. Havia até uma cartolina na parede com todos os apelidos pra ninguém alegar que deu branco. Tinha o Pinto Pelado, o Coureiro, a Maria Cueca, a Calcinha de Boneca (com versão em espanhol El Calcita de Boneca), o “C” (contração de só quer ser viado), o Chorão, o Pezão, a Vaca, o Frango, a Fodaidors (e não me pergunte o porquê, por favor), o Patilha e o maior apelido da história dos apelidos: Sopaneladaossadazedamargossaurodontopodre. O meu apelido? Não digo. Mas justifico: eu juro que não tinha um domingo que eu não tomasse banho.

Criamos também a primeira banda da escola. Não tínhamos instrumentos musicais, mas tínhamos dedos, peito, canetas e as cadeiras pra fazer um som legal. O repertório variava entre paródias esculhambadas e músicas de igreja. Haha

Esse post é uma pequena homenagem a cada um que fez parte dessa infância maravilhosa que tive. Obrigado e saibam que cada um está aqui no meu coração.

P.s.: Se alguém tiver fotos dessa época, por favor envie para que eu possa ilustrar aqui, tá? :)

UPDATE: A foto:

7 de maio de 2009

A Boneca 'da' Barbie

Minha esposa fez um vídeo e eu coloquei umas legendas pra ilustrar uma conversa que tive com a Lumara (um aninho e dois meses) por telefone, onde ela me impôs a compra de uma boneca 'da' Barbie. Assista e divida com os amigos, você vai gostar. :)

3 de maio de 2009

Bebida

Desde pequeno convivo com pessoas que adoram beber. Acredito que tenho algo que as atrai pra perto de mim.

No meu time de futebol, entre 30 garotos que viajavam para jogar em outras cidades, eu era o único que não ingeria uma só gota de álcool. Nem por isso eu deixava de me enturmar e estava sempre no meio da roda, rindo das macacadas de quem bebe e fazendo as minhas. É, não preciso beber pra fazer macacada. Aliás, confronto de igual pra igual com o Canabrava em imitação de bêbado. Os amigos mais próximos, que sabem que eu não bebo, chegam a ficar cheio de dúvidas se bebi ou não. :)

Eu tive muitas chances de ser influenciado e começar a beber também. As consequências que a bebida proporciona já me assustavam, mas mesmo assim, certo dia fui experimentar o gosto. Tinha que haver algo de bom nisso.

Primeiro foi um gole de cerveja: que treco amargo! Depois foi a cachaça: cara, como alguém pode gostar de uma coisa queimando pela goela? Enfim, decidi que aquilo não era pra mim e ratifiquei ainda mais meu pensamento de que há gosto pra tudo.

Há uma reação imediata quando alguém descobre que não bebo. Perguntam se eu sou evangélico e eu respondo automaticamente que "não, não sou evangélico, apenas não me dou com o gosto".

Não tenho nada contra pessoas que bebem. Cada um faz a si o que quer. O problema é que, ao beber, a pessoa - com o desequilibrio provocado pela bebida - pode afetar negativamente a vida de outras pessoas e isso não acho justo.

1 de maio de 2009

Mães

Não gosto de colocar vídeos do Youtube no blog, mas vou abrir uma exceção. O comercial da Claro para o dia das mães é o mais simples e bonito que já vi. Por favor veja.




Às mães, meu reconhecimento e meu muito obrigado por existirem.

23 de abril de 2009

Amigo Secreto

Estou há quase 13 anos na mesma empresa e, graças a Deus, tive muitas conquistas e cresci muito dentro dela. No entanto, tudo poderia ter ido água a baixo logo no primeiro mês quando participei do amigo secreto entre os colegas no final daquele ano.

No dia do sorteio dos papeizinhos, acabei pegando um outro estagiário. Menos mal, pois sou péssimo para escolher presentes - e você vai concordar inteiramente comigo mais à frente - e escolher para um chefe seria bem mais complicado.

Lá vou eu procurar um presente. Roupa não, pois acho chato escolher pra mim, imagine para os outros. Perfume também não porque podiam duvidar da minha masculinade, mano. Aí surge a grande idéia: um livro! O surto começa agora.

Na minha cidade não havia livraria e só podia ter livro nas bancas de revistas. Entrei naquela banca pequenina, milhares de revistas ao meu redor, e eis que meu olho fica frente a frente com uma tal revista. Na capa, uma espécie de charge de uma mulher com os peitos de fora chamando um senhor de idade com um balãozinho que dizia "nem penso nos milhões que você tem no banco". Sim, era uma revista com piadinhas imorais.

Eu não me lembro de mais nada até a entrega do primeiro presente na festa. Quando percebi a maluquice que havia feito, comecei a suar frio. Eu ainda tinha três opções: fugir, dizer que não trouxe o presente porque era muito grande ou contar com uma ajudinha divina.

Veio a ajudinha divina.

Acredito que Deus deve ter dado muita risada e, piedoso como sempre, me ajudou. O "felizardo" até então era o único que não havia chegado na festa. A cada presente que ia sendo aberto, eu grudava os olhos na entrada do restaurante pedindo que ele não chegasse. O meu nome não saía e algumas pessoas começaram a se preocupar com o rapaz que não chegava. Por sorte, celular era coisa de milionário naquela época e ninguém conseguiu entrar em contato com ele. Até que fui chamado e - olhando para a porta - falei com todo alívio do mundo que infelizmente o meu amigo secreto não estava entre nós mas que daria o presente dele posteriormente.

Se eu tinha alguma dúvida se Deus realmente existia, ali a dúvida foi limada! Mas nem precisava me colocar nisso, não é Pai eterno? A cada conquista dentro da empresa, lembro-me dessa história e agradeço a Deus de novo.

21 de abril de 2009

Preguiça

Sabe que às vezes eu paro pra pensar e surgem umas teorias meio malucas. Uma delas é que, para mim, a maior força que move a transformação do ser humano no mundo é a preguiça.

Tenho quase certeza de que as maiores invenções, as mais revolucionárias, foram criadas por grandes preguiçosos. Desde a invenção da roda, quando um preguiçoso pensou: “Caraca, dá muito trabalho carregar esse troço arrastando no chão!” Veja outras invenções que surgiram da preguiça:

Pólvora
Fez com que o preguiçoso não precisasse chegar muito perto da vítima e arriscar sua vida. E puxar o arco da flecha é bem mais desgastante do que puxar um gatilho.

Escrita
Pois era extremamente trabalhoso ter que contar a mesma história várias vezes.



Máquinas
Preciso falar? Acabaram com 99% do desgaste físico humano. Restou o desgaste de apertar os botões, mas já estão trabalhando em como ativá-los apenas com o pensamento.



Ferramentas
E até os sorrisos ficaram mais bonitos! Cortar grandes árvores com os dentes, nunca mais.



Veículos
Não vai falar que depois que você comprou sua moto, ainda tem forças para andar 100 metros a pé?



As grandes ideias sempre surgem para minimizar - ou até limar - o esforço e o desgaste. É a infindável busca pela objetividade, agilidade e eficiência, movida pela preguiça... quem diria. Então, quando alguém lhe chamar de preguiçoso, dê um sorriso irônico e responda que está revolucionando o mundo.

E falando em objetividade, siga-me no Twitter! Valeu.

15 de abril de 2009

O Cantor de Igreja

Há um movimento na igreja Católica conhecido como Renovação Carismática que há alguns anos acolhe muitos jovens que antes iniciavam na religião através dos sacramentos do crisma, primeira comunhão... a igreja e as pessoas que são responsáveis pelo seu crescimento perceberam que o jovem só é atraído por movimento, energia, emoção e som.

Pois é. Eu acabei embarcando nisso quando mais jovem. E entrei pela janela. Não passei por processos longos de aceitação ou outros critérios que nem vou comentar senão mudarei o foco do assunto. O fato é que eu tinha uma voz legal, grave, afinada e entrei em um grupo de música.

A minha mãe era bem afinada. Sempre cantava muito e ouvia muitas músicas de qualidade. Eu ficava muito ao redor e acabei seguindo no embalo. Acho que afinação não se aprende (pode-se até melhorar), mas é algo que Deus dá de presente.

E então comecei a cantar em um grupo da igreja. As missas mais bonitas tinham o grupo Totus Tuus na parte musical. Eu era apenas uma das oito vozes que faziam daquelas músicas, motivo de admiração e atenção durante a missa. Foi uma grande fase na minha vida, de muito aprendizado, de entender um pouco mais do sentimento das pessoas, principalmente com relação à religião. E o mais importante: amadureci muito entendendo que há pessoas de todos os tipos e que nem todas são boas apesar de parecerem. E, quando somos cientes de que as pessoas podem e têm o direito - que Deus deu - de serem falhas, ficamos menos sensíveis às possíveis decepções pela frente.

Deixei tudo para trás exceto duas coisas: a minha esposa - que conheci naquele tempo, e o prazer de cantar e ouvir uma boa música.

Contatos para show: (85) 8624... eheh estou brincando. Atualmente só canto no banheiro e para minhas meninas. :)

14 de abril de 2009

Reforma geral

O Blog já tem 2 anos e ainda não havia feito nenhuma mudança muito significativa. Não sei o que houve mas ultimamente tenho recebido visitas além do número natural e aí resolvi ajeitar mais um pouco.

Mudei a parte de cima com uma logomarca nova, mais moderna e considerando o anômimo mesmo. E haverá apenas 6 posts por página para ficar mais leve e respeitar aqueles que ainda não usam banda larga.

Coloquei links à direita para quem quiser fazer parte da comunidade do blog no Orkut e para quem quiser me acompanhar no Twitter.

Mudei a ordem das coisas da barra direita para priorizar o que acho mais importante mesmo. Os links dos amigos estarão ali sempre que atualizarem seus blogs (e sempre espero ansioso).

Procurarei usar o mínimo de fotos da internet e produzir minhas próprias fotos para ilustrar o blog. Vai ficar ainda mais original.

Bom, espero que você goste e continue sempre bem vindo ao nosso blog. Obrigado a todos que comentam e ajudam a divulgar.

Para matar a saudade, veja links dos posts mais memoráveis segundo a comunidade. Um abraço!

http://anonimofamoso.blogspot.com/2007/04/coisas-de-me.html - Coisas de Mãe

http://anonimofamoso.blogspot.com/2007/05/no-eu-no-dou-sinal-de-luz-para-os.html - Não dou sinal de luz

http://anonimofamoso.blogspot.com/2007/06/saudade.html - Saudade

http://anonimofamoso.blogspot.com/2007/06/blog-post.html - Água pura

http://anonimofamoso.blogspot.com/2007/08/flanelinha.html - Lavador de Carros

http://anonimofamoso.blogspot.com/2007/09/doce-de-leite.html - Doce de leite?

E tem muito mais!

13 de abril de 2009

Ninar

Dormir ao som de uma música é bom. Dormir ouvindo o pai ou a mãe cantando é indescritível. E nem precisa ser filho do Fábio Júnior, do Julio Iglesias ou da Zizi Possi.

Ouvir a voz de quem temos certeza que nos ama, cantarolando o que a gente nem entende, parece surtir um efeito de proteção, tranquilidade, paciência e muita confiança. A Lumara é difícil de dormir. É elétrica! Quando a gente pensa que ela vai dormir, ela percebe algo e pronto, volta à eletricidade máxima. Mas... quando a gente resolve ter a paciência de cantar, ela para, observa, pouco-a-pouco encosta a cabeça em nosso peito e... puf! Dorme.

Tenho uma tia que descobriu uma melodia fatal. É de uma música que sempre se canta nas igrejas católicas que diz "Aleluia" oito vezes seguidas em tons diferentes. É tiro e queda. Percebi que ela também gosta das melodias de alguns comerciais que ouço de vez em quando, em especial, um do canal Futura onde um homem de ar sai flutuando pelo mundo do conhecimento. Estou tentando adaptar o hino do São Paulo mas não tem sido muito eficiente.

Enfim, já é uma tradição de família. Minha mãe também cantava pra mim e, o melhor, com letras próprias! Uma delas e a mais inesquecível era:

"Luilton Pires de Almeeeeidaaa... é um menino inteligente!
Ele é o meu futuuuuuroooo e tambéééém o meu presente!
Ele quando cresceeeeer, vai ser o que ele quiseeeer...
Só seeeei que para ele, não vai faltar mesmo é uma mulheeeeer!
Laiá-laiála-lalalaiá-laiá-laiála!"